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Jovem que ficou com 95% do corpo queimado em Cruzeiro do Sul deve ser transferido para outro hospital em outro estado

Por Redação Juruá em Tempo. 30/09/2021 18:07 Atualizado em 30/09/2021 18:09
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O trabalhador rural Josué de Souza Amaral, de 20 anos, que teve 95% do corpo queimado após um acidente doméstico com uma lamparina no interior do Acre, continua internado na UTI do Pronto Socorro de Rio Branco em estado grave. Por conta da gravidade, a Saúde do estado tenta conseguir uma vaga em um hospital de referência em queimados para transferi-lo.

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A mãe de Amaral, Ioneda Souza, foi informada sobre a transferida e começou a dar entrada na papelada no Tratamento Fora do Domicílio (TFD).

A direção do PS informou que a situação de Amaral é gravíssima e, provavelmente, ele irá precisar de um enxerto de pele, o que não é feito no estado acreano. Porém, ainda não foi definido para qual estado o paciente deve ser transferido.

Amaral está na enfermaria de queimados do PS desde o último dia 22 após ser transferido do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, para a capital.

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“A médica me falou que ele vai ser removido para outro lugar e vamos tentar pelo TFD. Não me explicou para onde ainda, o TFD que vai dizer o lugar. Nunca sai [do estado], estou atrás dos papeis e dando entrada na viagem”, relatou Ioneda.

Ainda segundo a mãe, o rapaz agora tem uma infecção adquirida no hospital. “Ele está com febre e conseguir ir ao banheiro. Estão diminuindo a sedação dele”, lamentou.

Amaral se acidentou no dia 13 de setembro com uma lamparina que causou uma explosão na casa onde ele morava com o pai, no Ramal Bom Vento, entre os municípios de Rodrigues Alves e Mâncio Lima. A casa ficou destruída e eles perderam tudo.

O jovem ficou com 95% do corpo queimado após a casa explodir. Ele segurava a lamparina, já que a casa onde morava não tinha energia elétrica e, sem saber, foi até um quarto onde havia gasolina quando a explosão aconteceu.

Rede de apoio

Amaral tinha se mudado para a casa do pai recentemente e, por isso, não sabia da gasolina armazenada. Eles perderam tudo. A professora Camila Melo, que é coordenadora no ramal onde o acidente ocorreu, disse que não conhece a família, mas que quando ficou sabendo do acidente e resolveu se unir a outras pessoas e pedir ajuda para a família.

Foi montado um posto de arrecadação para quem quiser doa roupas, alimentos, produtos de limpeza, de higiene pessoal e outros itens pessoais para a família. Há pontos de arrecadação em Rodrigues Alves, Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul.

Também é disponibilizada uma conta bancária para quem preferir fazer doações em dinheiro. Parte desses recursos, segundo a professora, deve ser encaminhado para Ioneda gastar enquanto ficar com o filho na capital acreana.

Com a nova viagem, a mãe de Amaral vai precisar de recursos para se manter em outro estado. Por isso, a coordenadora Camila Melo pediu ajuda financeira para a família. “Um amigo meu está ajudando ela em Rio Branco, levando e trazendo”, frisou.

 

Por G1 Acre

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