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STF vê ameaça em fala de Bolsonaro; Fux fala com ministros após ato em SP

Por Redação Juruá em Tempo.7 de setembro de 20212 Minutos de Leitura
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Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) receberam como ameaça o discurso que o presidente Jair Bolsonaro proferiu na manifestação de hoje em Brasília. Para seus apoiadores, o mandatário disse: “Ou o chefe desse Poder (Judiciário) enquadra os seus, ou esse Poder pode sofrer aquilo que não queremos”. O fim da frase foi misterioso. Não se sabe ao certo qual seria a consequência. Mas, para integrantes da Corte, o recado foi claro no sentido de que boa coisa não é.

Os ministros estão atentos aguardando como será o discurso de Bolsonaro em São Paulo, previsto para as 16h. Depois disso, o presidente do STF, Luiz Fux, vai conversar com seus colegas para avaliar o cenário. “Vamos esperar São Paulo para ter uma avaliação completa”, disse um ministro em caráter reservado à coluna.

Não será feita uma reunião com todos os ministros, mesmo porque eles estão em locais diferentes. A ideia é debater com cada um quais providências a Corte pode (ou não) tomar a partir dos atos de hoje. Será discutido, por exemplo, se a fala de Bolsonaro é passível de ser investigada, ou se é o caso de dar uma resposta institucional – ou, ainda, se o momento é de silêncio, para não atiçar ainda mais os ânimos golpistas.

Entre os ministros, a avaliação é de que o público das manifestações pelo Brasil foi menor do que o esperado. Não houve tentativa de invasão ao prédio do STF, nem ataque a ministros. A única cena mais forte foi a dos manifestantes tentando remover a grade de proteção instalada na Esplanada dos Ministérios.

Mas a preocupação agora na Corte não é com o número de manifestantes na rua, mas com a repercussão dos discursos de Bolsonaro e com as consequências que os atos podem ter para os próximos dias, ou meses.

Apesar da gravidade da fala de Bolsonaro, os ministros do Supremo continuam não acreditando em golpe ou ruptura institucional. Para eles, o presidente não tem apoio – nem no próprio governo, nem entre os militares – para levar esse suposto plano adiante.

  • Por Carolina Brígido.
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