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Avanço do desmatamento segue na divisa entre Amazonas, Rondônia e Acre, diz o Imazon

Por Redação Juruá em Tempo.20 de outubro de 20212 Minutos de Leitura
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Apenas no último mês de setembro, a Amazônia perdeu por dia uma área de floresta maior do que 4 mil campos de futebol, segundo os dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados nesta quarta-feira (20).

Em todo o mês, foram devastados 1.224 km², o que corresponde ao tamanho da cidade do Rio de Janeiro, pior marca para setembro em 10 anos. Esse foi o sexto mês de 2021 em que a Amazônia teve a maior área destruída na década: março, abril, maio, julho e agosto também registraram o pior desmatamento desde 2012.

Com isso, o acumulado de janeiro a setembro deste ano chegou a 8.939 km², 39% a mais do que no mesmo período em 2020 e o pior índice em 10 anos. Amazonas e Rondônia foram o segundo e o terceiro estados que mais desmataram em setembro, com 261 km² (21%) e 178 km² (14%) destruídos, respectivamente.

O desmatamento registrado em setembro foi apenas 1% superior do que o detectado no mesmo mês em 2020, quando a Amazônia também perdeu uma área expressiva de floresta: 1.218 km². No entanto, em comparação com 2019, a devastação em setembro deste ano é 53% maior. Já em relação à 2018, é quase três vezes superior.

Esses dados reforçam o alerta de que a devastação está avançando na divisa desses dois estados com o Acre, que em setembro ficou em quinto no ranking dos que mais desmatam, com 118 km² (10%).

Monitoramento da Amazônia

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), desenvolvido pelo Imazon, é uma ferramenta que utiliza imagens de satélites (incluindo radar) para monitorar a floresta. Além do SAD, existem outras plataformas que vigiam a Amazônia: Deter, do INPE, e o GLAD, da Universidade de Maryland.

Todas as plataformas são importantes para a proteção ambiental, pois garantem a vigilância da floresta e a emissão de alertas dos locais onde há registro de desmatamento. Os dados fornecidos ajudam os órgãos de controle a planejarem operações de fiscalização e identificarem desmatadores ilegais.

  • Por Raimari Cardoso, do AC24horas.
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