Ainda em guerra fria com o governo do Acre por conta da aprovação da Lei Orgânica que regulamenta a Polícia Penal no estado, a categoria decidiu, além de entregar cargos de chefia e coordenação, acampar novamente em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta terça-feira (30).
O objetivo é pressionar o governo a incluir no projeto de lei a equiparação de salários com as outras forças de Segurança, a incorporação da gratificação aos salários e mudança do contrato de nível médio para superior.
Os policiais estão em paralisação desde o último dia 17 e, com a redução de efetivos nos presídios, as visitas foram suspensas. Em meio ao tumulto e fragilidade na segurança, dois presos fugiram no último domingo (28) do Pavilhão N, que trabalham na cozinha do Complexo Penitenciário de Rio Branco.
Com a radicalização do movimento, o governo retirou o projeto de lei que regulamentava a categoria na Aleac, alegando que as demandas foram ouvidas e atendidas de acordo com as possibilidades. Ao concluir, o governo afirmou estar disposto a continuar com as negociações, desde que, exclusivamente, com os “legítimos representantes” da categoria, os membros do Sindicato dos Policiais Penais do Acre.
Eden Azevedo, presidente da Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen), disse que aproximadamente 70 servidores entregaram cargos de chefia. Ainda de acordo com ele, a medida tomada pelo governo de retirar o PL da Aleac só demonstra que ele não busca negociação com os servidores.
“Essa retirada do governo aí só mostra que o governo é intransigente e não quer negociar, conversar. E assim, nossa categoria só se une cada vez mais. Queremos a aprovação da Lei Orgânica com o nível superior, vencimento único e equiparação salarial com a Polícia Civil”, disse Azevedo.

