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No Reino Unido, Cameli leva potencialidades do Acre à Organização Internacional do Café

Por Redação Juruá em Tempo.3 de novembro de 20213 Minutos de Leitura
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O governador Gladson Cameli segue cumprindo extensa agenda governamental em Londres, no Reino Unido. Nesta quarta-feira, 3, o gestor esteve reunido com o presidente da Organização Internacional do Café (OIC), José Sette, onde apresentou o Acre e seu forte potencial agrícola para a produção sustentável do grão, além da facilidade de exportação, por meio da Estrada do Pacífico.

Segundo Gladson, o estado possui clima propício, relevo, chuvas em abundância e terras férteis de excelente qualidade para o plantio e cultivo das lavouras de café. O governador ressaltou ainda o fator sustentabilidade como o grande diferencial em relação as demais regiões do país. Por estar localizado na Amazônia, a maior floresta tropical do planeta, o produto se destaca por sua responsabilidade ecológica com a preservação do meio ambiente.

“O Brasil e o mundo precisam entender que não é preciso derrubar uma árvore sequer da nossa Amazônia. E é essa mensagem que eu venho defendendo nos últimos anos. Com as áreas abertas, utilizando a mecanização, podemos produzir em larga escala. Acredito muito no potencial do café, já que é um produto consumido na maioria dos países e o Acre tem todas as condições para se tornar um grande exportador, com o diferencial da sustentabilidade, compromisso com a proteção das nossas florestas e o desenvolvimento socioeconômico da nossa população”, argumentou.

Como se trata de uma organização global, Gladson citou o corredor de exportação do Pacífico como um grande facilitador para que o café acreano alcance com mais rapidez a costa oeste dos Estados Unidos e os países do continente asiático. A região mais populosa do mundo tem puxado o aumento no consumo de café nos últimos anos.

Cameli destacou a produção sustentável e o corredor de exportação do Pacífico como os grandes diferenciais do café acreano Foto: Cedida

“Já temos toda infraestrutura pronta para que o café chegue até os portos peruanos. Exportando por lá, o tempo de viagem para a Ásia e a costa oeste americana é muito mais rápido em relação aos portos brasileiros. Desde já, o convite está feito para conhecer o Acre e reafirmar que estamos de portas abertas para novos investimentos, que contribuam coma geração de emprego e renda”, afirmou.

Por sua vez, o presidente da OIC, que é brasileiro, enalteceu a apresentação realizada pelo governador Gladson Cameli. De acordo com Sette, o Acre pode ter um diferencial competitivo por intermédio da exportação do café pelo Pacífico e apontou também a questão da sustentabilidade como excelente estratégia a ser utilizada na comercialização junto ao mercado internacional.

Criada em 1963, a Organização Internacional do Café reúne países que são os maiores produtores e consumidores mundiais de café. A entidade tem como principal objetivo formular políticas e promover o fortalecimento do setor cafeeiro global. O Brasil se destaca por ser o maior produtor do grão e o segundo maior mercado consumidor.

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