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Saúde alerta para que municípios acreanos redobrem a vigilância da síndrome mão-pé-boca

Por Redação Juruá em Tempo.25 de novembro de 20214 Minutos de Leitura
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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), enviou aos municípios nesta quarta-feira, 24, um informe técnico alertando as gestões para que redobre a vigilância da síndrome mão-pé-boca, já detectada em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Xapuri, Plácido de Castro e Porto Acre.

A síndrome não é uma doença de notificação compulsória, ou seja, os municípios não são obrigados a notificarem os casos, mas orienta o monitoramento dos casos agregados/surtos para oportunizar as medidas de prevenção e controle, visto que é uma doença de fácil transmissibilidade. Conforme protocolo do Ministério da Saúde três ou mais casos dentro de uma mesma localidade, setor ou instituição, serão classificados como surto. Por isso, a Sesacre recomenda aos municípios que a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica adote as seguintes medidas:

– Informar à Sesacre, por meio do CIEVS os casos registrados na localidade;

– Realizar atividades de educação em saúde para a prevenção e controle da doença em interface com a Secretaria Municipal de Educação;

– Fazer busca ativa dos pacientes juntos ao núcleo de vigilância hospitalar;

– Realizar ampla divulgação em veículos de comunicação sobre a prevenção e o controle da doença;

– Orientar os agentes comunitários de saúde em suas visitas domiciliares.

A doença

A doença mão-pé-boca é uma enfermidade altamente contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos Enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.

O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem mais comumente em mãos, pés e boca. Os principais sinais e sintomas são: febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões; aparecimento, na boca, amígdalas e faringe, de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para úlceras muito dolorosas; erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital; mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia; por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum.

Medidas sanitárias

– Lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro;

– É recomendado evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com o paciente (como abraços e beijos);

– Manter um nível adequado de higienização da casa;

– Não compartilhar utensílios, brinquedos e outros objetos;

– Afastar as pessoas doentes da escola ou do trabalho até o desaparecimento dos sintomas (geralmente de 5 a 7 dias após o início dos sintomas);

– Lavar superfícies, objetos e brinquedos que possam entrar em contato com secreções e fezes dos indivíduos
doentes com água e sabão e, após desinfetar com solução de água sanitária pura.

– Descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em lata de lixo fechadas.

– Afastar a criança acometida, das atividades educacionais até o desaparecimento dos sintomas;

– Todo caso suspeito da síndrome mão-pé-boca deve ser encaminhado ao serviço de saúde;

– Realizar ações de educação em saúde com informações para crianças e colaboradores da escola/creche;

– Disponibilizar sabão líquido e papel toalha nas pias onde serão realizadas a higienização das mãos das crianças e colaboradores e álcool em gel a 70% em locais que não possuam pia;

– Lavar as mãos com frequência;

– Manter o ambiente escolar sempre bem arejado;

– Limpeza das superfícies (Mesas, cadeiras, bancadas, brinquedos, maçanetas, bebedouros e etc.);

– Comunicar a vigilância epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde sobre possíveis casos suspeitos.

Por:
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  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

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