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Técnicas de enfermagem são afastadas após debocharem de paciente que tentou suicídio no Acre

Duas técnicas de enfermagem foram afastadas dos cargos no Pronto-socorro de Rio Branco após serem flagradas fazendo comentários de deboche durante o atendimento a uma paciente que tentou suicídio. O caso repercutiu nas redes sociais nesse final de semana.

As imagens foram gravadas por uma outra paciente que estava internada na unidade e ficou indignada com a situação.

As duas mulheres comentam ainda que a paciente tinha que ir para o Hospital de Saúde Mental (Hosmac), mas que por conta da reforma que na unidade, estão sendo levadas para o PS. Os nomes das servidoras não foram divulgados, assim como o da paciente.

“Tem pessoas para fazer cirurgia, doenças graves, querendo se tratar, querendo se curar, viver, e a gente passando dor de cabeça com pessoa querendo morrer. O mundo é tão bom, a gente tem é que viver. Eu [quero viver] até quando Deus permitir, porque eu me amo”, disse uma delas dançando.

Na unidade de saúde funciona o Núcleo de Prevenção ao Suicídio, que somente nos três primeiros meses deste ano chegou a atender 158 pessoas.

Em nota, a direção do Pronto-socorro afirmou que as duas foram afastadas dos carros e que a unidade não compactua com esse tipo de conduta.

“Os fatos estão sendo apurados para que todas as providências legais sejam tomadas garantindo o contraditório e ampla defesa. Por fim, reafirmamos a nossa finalidade em atender os casos de urgência e Emergência e enfatizamos o nosso compromisso com a saúde pública do Estado do Acre”, afirma.

Também em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou que vai abrir um processo administrativo (PAD) para apurar a conduta das servidoras que realizaram o atendimento da paciente.

Ao g1, o promotor de Saúde do Ministério Público do Acre, Gláucio Ney Shiroma Oshiro, disse que tomou conhecimento do caso e que vai instaurar um procedimento. “Vamos apurar como se deu essa situação e obter as informações necessárias, tanto por parte da instituição como da Sesacre e, se for necessário, elas [técnicas] também serão ouvidas”, afirmou.

  • Fonte: g1 Acre.
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