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Acre segue com o pior cenário de dengue no Brasil, segundo o Ministério da Saúde

Por Redação Juruá em Tempo.28 de dezembro de 2021Updated:30 de dezembro de 20212 Minutos de Leitura
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A incidência de dengue no Acre e nos estados que compõem a região Centro-Oeste do Brasil é preocupante, de acordo com os dados do boletim epidemiológico mais recente do Ministério da Saúde .

Até a semana epidemiológica de número 50, que se encerrou no dia 18 de dezembro, o estado do Acre registrou 14.402 casos de dengue e uma incidência de 1.566 ocorrências a cada cem mil habitantes, taxa mais de seis vezes superior à média nacional (246,6 casos a cada cem mil habitantes).

Depois do Acre, os estados com os números mais elevados são Goiás, com incidência de 742,6, Mato Grosso, cuja taxa é de 566,6, e Distrito Federal, com 476,4 casos a cada cem mil habitantes.

O Zika vírus tem (no Acre) taxa de incidência de 29,3 por 100 mil habitantes, com 266 doentes até dezembro deste ano e a chikungunya tem taxa de 26,9 casos por grupo de 100 mil habitantes, com 244 casos no mesmo período de avaliação.

Apesar disso, os dados do boletim apontam que, apesar das ocorrências registradas a cada cem mil habitantes no Acre, em Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal exige atenção, o número de casos da doença no país diminuiu 44% na comparação com o ano passado.

Ainda existe a possibilidade de o Acre ter um alto índice de subnotificações das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti em decorrência das dificuldades enfrentadas pelo estado no decorrer da pandemia da Covid-19, além de outros problemas ocorridos no curso do ano.

Em 2021, o Acre enfrentou enormes dificuldades precisando decretar emergência pelas cheias de vários rios e a própria pandemia, além da crise migratória que afetou de maneira especial o município de Assis Brasil, tudo isso somado a um surto da própria Dengue.

No começo de dezembro, o superintendente do Ministério da Saúde no Acre (MS/AC), Eden Miranda, entregou ao governo, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), 30 macacões (Equipamentos de Proteção Individual – EPI) e 12 pulverizadores (UBV costal) para fortalecer as ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti no estado.

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