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Cidade de Pando, que faz fronteira com o Acre, já enfrenta 4ª onda de Covid-19

O diretor técnico do Serviço Departamental de Saúde (Sedes) vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social do Governo de Pando, na Bolívia, Danny Hugo Mendoza Ojopi, alertou recentemente que o departamento vizinho ao Acre está na terceira semana da quarta onda de Covid-19.

Nos últimos dias, foi registrado no município de Porvenir, cuja sede fica a 35 quilômetros de Cobija, a morte de um paciente positivado para o coronavírus. Desde agosto passado não eram registrados óbitos em Pando. A vítima, um jovem de 17 anos, não tinha tomado nenhuma dose da vacina contra a Covid-19.

Ao todo, Pando tem acumulado 7.087 casos de Covid-19 desde o começo da pandemia, com 325 mortes registradas. A maior parte desses casos, 5.354, concentram-se em Cobija, a capital do departamento, que faz fronteira com as cidades acreanas de Brasiléia e Epitaciolândia.

O diretor Danny Ojopi afirmou ainda que as atividades de testagem em massa para a população em geral e vacinação são realizadas em todas as unidades de saúde do departamento como parte do plano de contenção da comunidade para quarta onda do Covid-19.

Essa informação da saúde boliviana preocupa o Acre visto que é livre o trânsito entre os dois países, especialmente depois da confirmação da chegada da nova cepa, denominada ômicron. Com uma situação de aparente tranquilidade, várias cidades acreanas programam realizar eventos populares na virada do ano.

O governo do estado, depois de confirmar que realizaria a festa de réveillon em Rio Branco, após um ano sem a comemoração, voltou atrás em sua decisão nesta segunda-feira (29), e disse que ainda analisa se o evento vai realmente acontecer. O pedido de prudência com o assunto foi feito pelo próprio governador Gladson Cameli.

No começo do mês de novembro, Jhon Douglas da Costa Silva, secretário de Empreendedorismo e Turismo (SEET) do Acre, disse que a festa aconteceria em parceria com a prefeitura da capital, por meio da Fundação Garibaldi Brasil, que estudava fazer a festa de réveillon em dois locais: na Gameleira e no Mercado Velho.

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