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Lideranças Shawãdawa divulgam carta de denúncia contra membros do próprio povo

Por Redação Juruá em Tempo.1 de dezembro de 2021Updated:3 de dezembro de 20214 Minutos de Leitura
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Cerca de 40 lideranças indígenas, representando aproximadamente 700 pessoas do povo indígena Shawãdawa, regionalmente conhecidos como povo Arara do rio Cruzeiro do Vale, tornaram púbica uma carta em que denunciam atividades financeiras de um grupo do mesmo povo, que denominam como sendo dissidentes. Sem citar nomes, o documento divulgado pelas lideranças indígenas acusa esse grupo dissidente de realizar atividades com fins lucrativos em parceria com não-indígenas sem o conhecimento ou a anuência das lideranças.

Já o grupo dissidente, alega ter saído da terra indígena por ter sofrido intolerância religiosa por parte dos evangélicos instalados na Terra Indígena, que segundo estes, estariam trazendo constrangimentos à prática da cultura tradicional, que faz o uso cerimonial da ayahuasca. O caso deverá ser analisado pelo Ministério Público Estadual.

Leia abaixo a carta na íntegra:

“Nós, lideranças do povo Shawãdawa, utilizamos este espaço como repúdio aos ataques e ofensas, especialmente ao Cacique do povo Shawãdawa, José Maria e sua esposa, após denunciarmos que há pessoas usando a causa indígena para projetos pessoais.

Essa atitude demonstra claramente que há índios que abandonaram a sua terra e aldeia de origem e estão em conluio com outras pessoas para se beneficiarem com projetos pessoais, enganando a sociedade civil, numa clara demonstração de desprezo à causa indígena, com o intuito de arrecadar dinheiro e não para ajudar a causa indígena de fato, enquanto as aldeias vivem situações precárias, necessitando de projetos para a preservação da floresta, preservação do índio, da auto sustentabilidade dos povos e, sobretudo, do apoio à tradição indígena.

Não citaremos nomes e tão pouco o conteúdo do material divulgado nas redes sociais contendo as ofensas. Mas ressaltamos aqui que estas ignoram, inicialmente, o manifesto protocolado no MPF, PF e FUNAI, que contam com o apoio de 40 lideranças Shawãdawa, representando mais de 700 pessoas que moram em 3 aldeias dentro de uma terra indígena reconhecida nacionalmente.

É oportuno citar nossa luta e que há séculos sofremos com a exploração de nosso território. Homens brancos nos submeteram a massacres durante as “correrias”, e quase fomos dizimados e hoje continuamos sofrendo o preconceito, as ameaças e interferências externas.

Por tudo isso, enfatizamos que estamos unidos mais do que nunca para gritar para a sociedade civil que não acolham essas pessoas que possuem projetos particulares, pois não estarão ajudando a causa indígena e sim sustentando dissidentes que querem viver na cidade grande praticando charlatanismo.

Não seremos intimidados por ameaças de processos. Confiamos no Ministério Público Federal, que é um órgão isento de qualquer ideologia e sabe muito bem identificar a ilegalidade dos atos praticados por esses dissidentes.

Quanto às religiões praticadas por índios e pessoas na nossa etnia, é importante afirmar que não impomos crença, ao contrário, respeitamos a liberdade religiosa de cada um. O índio também pode praticar religiões diversas para seu crescimento espiritual, nada disso o desabona. E reafirmamos que quem estiver errado deverá sofrer as consequências, pois a reação desproporcional dessas pessoas que nos atacam demonstra claramente o medo de punição.

Cabe ressaltar também neste espaço que não é só o alcoolismo que deve merecer atenção nas aldeias, mas também os problemas com a saúde, educação, proteção do território, resgate e revitalização da cultura e tantos outros, que demonstram que precisamos mais de apoio e cuidado pelo poder público e da sociedade em geral.

As aldeias indígenas verdadeiras vêm sendo vítimas de ataques praticados por índios que se deixaram manipular por interesses particulares, notadamente os financeiros. Por isso é que o povo Shawãdawa pede à sociedade que ajudem diretamente os indígenas que permanecem em suas terras, através de suas organizações jurídicas representativas. E com isso, que não acolham as pessoas que praticam projetos particulares.

Não existe causa indígena sem a participação das aldeias legítimas de suas terras de origem, a causa indígena pressupõe o respeito à terra em que se vive, o respeito às lideranças legítimas, e sobretudo o respeito aos nossos ancestrais.

AS LIDERANÇAS LEGÍTIMAS DAS ALDEIAS DA TERRA SHAWÃDAWA, ATRAVÉS DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, PERMANECERÃO DIVULGANDO AS IRREGULARIDADES PRATICADAS COM NOSSO POVO. NÃO TEMOS MEDO DE PROCESSOS QUE VISAM APENAS DAR APARENTE LEGALIDADE A PROJETOS MENTIROSOS.”

Por:
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