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Meninos de Belford Roxo foram mortos após sessão de tortura que deu ‘errado’, diz polícia

Por Redação Juruá em Tempo.10 de dezembro de 20215 Minutos de Leitura
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Os três meninos que desapareceram há quase um ano em Belford Roxo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, foram mortos por causa de uma sessão de tortura em que houve excesso por parte de traficantes, de acordo com a Polícia Civil fluminense.

Segundo o delegado Uriel Alcântara, que chefiou as investigações, eles foram condenados em uma espécie de tribunal do crime após terem furtado duas gaiolas de passarinhos do tio de um traficante. Um dos garotos acabou morrendo durante as agressões e, para “resolver o problema”, decidiu-se matar os outros dois.

Os investigadores esclareceram nesta quinta (9), em entrevista coletiva, a suposta dinâmica dos eventos. Os primos Lucas Matheus da Silva, 8, e Alexandre da Silva, 10, e o amigo deles, Fernando Henrique Soares, 11, saíram de casa para brincar por volta das 11h30 de 27 de dezembro, na comunidade do Castelar.

Depois, eles foram vistos dentro do conjunto habitacional onde viviam com duas gaiolas nas mãos. Dali, saíram por um buraco no muro e seguiram por uma pequena trilha. Segundo crianças com quem brincavam, eles se dirigiram à feira de Areia Branca, a cerca de 2 km de distância e fora das barricadas da favela.

Às 13h39, uma câmera de segurança filmou o trio andando sem as gaiolas em direção a essa feira, onde também foram vistos por testemunhas. Em algum momento no retorno para casa, eles foram capturados, torturados e mortos, de acordo com a polícia, que não sabe qual deles foi assassinado primeiro.

Uma das conversas interceptadas nas apurações mostra dois homens não identificados falando sobre o caso: “Me colocaram como suspeito dessa morte das crianças também. Não viu, não, na televisão?”, pergunta um. “E tu não quis nem bater, lembra?”, responde o outro.

Depois dos homicídios, traficantes foram até um bar montados em duas motos e exigiram que um homem transportasse os corpos de carro. Eles foram para o alto da comunidade, colocaram sacos pretos no porta-malas e então dirigiram até um rio da região, onde os corpos foram jogados.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) abriu o inquérito para investigar o caso ainda em dezembro, mas diz ter encontrado muitas dificuldades pela dinâmica do evento e por ser uma área dominada pelo tráfico, em que diligências simples requerem muita estrutura e planejamento. Também afirma que não podia dar muitas informações às famílias das vítimas, que moram ali.

Alvo de críticas no último ano pela demora em descobrir o paradeiro dos garotos, Uriel Alcântara rebateu que o caso foi tratado como prioridade desde o início: “Para a Polícia Civil qualquer caso com criança e adolescente é uma prioridade, e prioridade não necessariamente é sinônimo de celeridade. Cada fato investigado tem a sua complexidade”.

A apuração contou com diversas operações e diligências, mas só teve um avanço mais significativo a partir de maio, quando uma testemunha-chave que presenciou parte dos fatos confirmou a hipótese do furto das aves.

No total, foram ouvidas 71 testemunhas com mais ou menos importância nos eventos. Foram também realizadas interceptações telefônicas, quebras de sigilo de celulares e buscas em dois pontos do rio, mas os delegados decidiram paralisá-las porque avaliaram que os corpos não seriam achados após tantos meses.

Paralelamente, foi aberto em janeiro um inquérito para apurar o tráfico de drogas na comunidade, que é comandada pela facção criminosa Comando Vermelho. Essas duas investigações foram complementares para se chegar à grande operação realizada nesta quinta na região.

Cerca de 250 agentes participaram da ação para cumprir 56 mandados de prisão provisória, cinco deles pelo triplo homicídio com ocultação de cadáver e os outros por associação para o tráfico. Ao todo, 16 pessoas foram presas nesta quinta. Outros 15 alvos já se encontravam no sistema prisional.

Entre os cinco suspeitos de envolvimento direto na morte dos garotos, alvos dos mandados, estão três pessoas mortas entre agosto e outubro: o então chefe do tráfico na favela, José Carlos Prazeres da Silva (Piranha), o gerente Willer Castro da Silva (Estala) e a gerente de logística Ana Paula da Rosa Costa (Tia Paula).

“Em agosto, essa questão [o assassinato dos meninos, que atraiu muita atenção da mídia e da polícia] começa a incomodar a cúpula do Comando Vermelho, também por uma série de outros fatores, e existe uma ruptura na estrutura do tráfico”, disse o delegado.

“É a primeira vez que se vê um chefe do tráfico ser morto por uma questão que não seja uma guerra de facção ou traição. Essas execuções são mais um argumento de reforço que agregamos ao inquérito para corroborar os depoimentos e dados de inteligência”, acrescentou ele.

O quarto mandado de prisão expedido em razão da morte das crianças mira Edgar Alves de Andrade (Doca), também líder do crime na comunidade do Castelar na época, que está foragido. O quinto suspeito foi preso na operação, mas não teve seu nome divulgado por risco à sua vida.

A testemunha-chave citada pelo delegado contou, em depoimento gravado pela polícia, ter visto Estala dizendo a outro criminoso que haviam matado as crianças porque furtaram o passarinho de um “tio”. Nessa conversa, Estala também indicou que Piranha e Doca haviam autorizado os assassinatos.

Por último, há um sexto investigado: o motorista que confessou ter levado os corpos ao rio. Segundo Uriel Ancântara, o crime de ocultação de cadáver não fundamenta um pedido de prisão provisória, por isso ele continua em liberdade. Tia Paula, por sua vez, foi quem chamou esse motorista.

“Com a alteração do organograma motivado pelas execuções e destituições ordenadas pela cúpula da facção, as comunidades permaneceram sob a liderança de ‘Doca ou Urso’ e geridas por novos gerentes, que permanecerão sendo investigados em novos inquéritos, até que sejam capturados”, conclui um relatório divulgado pela polícia.

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