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Acorrentado alega ataques racistas, desiste da política e se desfilia do partido Cidadania

Por Redação Juruá em Tempo.13 de janeiro de 20222 Minutos de Leitura
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Não durou muito a filiação do integrante do cadastro de reserva da Polícia Civil do Acre, Jorge Orleanes, de 24 anos, ao partido do Cidadania. Ao AC24horas o jovem declarou nesta quarta-feira, 12, que decidiu se desfiliar da sigla e de sua candidatura a deputado estadual nas eleições deste ano.

O integrante, que ficou 35 dias acorrentado em frente ao Palácio Rio Branco em busca da convocação dos demais membros do CR, disse que voltará a sua terra natal, Cruzeiro do Sul. “Tomei a decisão de me desfiliar imediatamente do partido e voltar para Cruzeiro do Sul, para junto da minha família, que são quem verdadeiramente sempre esteve e sempre estará comigo. Eu jamais quis ofender alguém, quero agradecer a todos que apoiaram e estiveram do meu lado”, ressaltou.

Jorge contou que após a filiação surgiram inúmeros comentários preconceituosos e racistas a seu respeito. Segundo ele, a ideia de ser candidato à uma das 24 cadeiras do parlamento acreano foi apenas uma hipótese cogitada. “Nas últimas horas, após o meu ato de filiação recebi muitas mensagens, entre elas de apoio, mas a maioria são críticas ou ofensas racistas, mensagens essas que chegaram também à minha família”.

Orleanes garantiu que a atitude do acorrentamento não teve ligações políticas, mas sim, de tentar fazer com o que o governador Gladson Cameli cumprisse sua promessa de campanha. “Quero deixar claro que nunca fui político e que o meu ato de acorrentamento não foi politicagem, o acorrentamento foi um movimento independente e autêntico com o objetivo de resgatar as promessas do governo de convocar os aprovados, cheguei a esse ato porque não via mais solução para que pudesse ser convocado para a Polícia Civil, não há nenhum político ou partido por trás da ação, era só eu, e aos poucos fui recebendo o apoio de outras pessoas do Cadastro de Reserva da Polícia Civil e da sociedade”, explicou.

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