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Homem que matou e levou corpo de vítima com pernas decepadas em barco foi levado ao presídio

Por Redação Juruá em Tempo.19 de janeiro de 20223 Minutos de Leitura
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Claudinei Sombra dos Santos, de 19 anos, suspeito de matar e decepar as pernas de Geovani Silva de Souza, de 36, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva nessa terça-feira (18) após audiência de custódia, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre.

O suspeito foi flagrado por equipe do Exército Brasileiro enquanto carregava o corpo da vítima dentro de um barco no último sábado (15) pelo Rio Môa, na zona rural do município de Mâncio Lima, interior do Acre.

A vítima foi morta com tiros, golpes de faca e teve as pernas decepadas.

Ele descia de barco pelo rio saindo da Comunidade Timbaúba em direção à Mâncio Lima quando passou pela base do Exército na Comunidade São Salvador. Os militares fizeram uma abordagem e perceberam que ele estava muito nervoso e, ao verificarem o barco, encontraram o corpo.

Legítima defesa

Em depoimento, ele alegou que agiu em legítima defesa, uma vez que a vítima teria pego um terçado para matá-lo e ele teve que atirar para se defender, segundo informou o delegado responsável pelo caso, José Obetaneo do Santos, em entrevista ao g1 na segunda-feira (17).

Nesta quarta (19), o delegado informou que o suspeito já foi levado ao presídio. Ele também ouviu o irmão da vítima e disse que as investigações seguem.

“Segundo ele, fazia o deslocamento da Comunidade Môa para a Comunidade São Salvador. Nesse deslocamento, percebeu uma pessoa acenando no barranco do rio e se dirigiu para saber o que essa pessoa queria. Lá, conversaram, beberam e o rapaz [vítima] embarcou no barco dele e desceram o rio. Suspeito falou que tinha um terçado e uma arma artesanal no barco e quando se virou percebeu que o Geovani tinha se apossado do terçado”, contou o delegado.

Ainda segundo o depoimento do suspeito, Geovani de Souza tentou acertá-lo com o terçado e ele atirou. Porém, para o delegado, a versão do suspeito não é verídica e têm informações desencontradas.

“Quero saber o que aquela vítima, que não é da comunidade, fazia lá. Essa é a linha da investigação. O porte físico da vítima é superior ao autor, então, segundo o médico legista disse, o tiro foi de cima para baixo, acertando a cabeça da vítima, têm golpes de terçado, inclusive as vísceras da vítima estavam expostas. Têm algumas situações que não estão claras e, por isso, preciso investigar melhor”, confirmou.

O suspeito alegou também que não conhecia a vítima. José Obetâneo acrescentou que vai tentar ouvir familiares do suspeito para saber mais detalhes do crime. Aparentemente, o homicídio não teve testemunhas, mas o delegado desconfia da participação de outra pessoa na morte.

“Na realidade, temos uma incidência grande de tráfico de drogas naquela região. A vítima nasceu em Cruzeiro do Sul, mas, segundo informações, estava residindo em Rio Branco. Quero saber o que estava fazendo para cá e, a partir daí, trabalhar melhor a dinâmica do crime. A princípio, tipifiquei o crime por motivo fútil, mediante traição ou emboscada ou qualquer outro meio que tenha dificultado uma reação da vítima”, concluiu.

  • Fonte: g1.
Por:
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