O pedido da defesa do sargento Erisson Nery, para que a prisão preventiva que ele cumpre desde o dia 29 de novembro de 2021, por ter atirado em Flávio Endres, fosse convertida em domiciliar, foi indeferido nesta terça-feira (08), pela juíza Joelma Ribeiro Nogueira, da Vara Única Criminal da Comarca de Epitaciolândia.
A defesa pediu que a medida fosse reavaliada poque o militar testou positivo para a Covid-19 no último dia 24 de janeiro. Foi alegado que o benefício teria sido concedido a outros detentos por haver risco de contaminação e disseminação do vírus na prisão.
Em sua decisão, a juíza ressaltou que as imputações atribuídas ao réu são graves, assim como o crime ocasionou repercussão social. “Verifica-se a necessidade de manutenção da prisão preventiva em razão dos dados concretos extraídos dos autos principais, que evidenciam de maneira inconteste a necessidade da prisão cautelar como garantia da ordem pública, em razão da gravidade concreta da conduta, a destacar que a vítima sofreu as seguintes lesões graves”, diz um trecho da decisão.
A magistrada destacou ainda que o requerente é policial militar e que seu papel seria proteger a população, não a colocar em risco com comportamentos agressivos e desequilibrados. Em relação ao argumento de que o militar contraiu Covid-19, a juíza afirmou que a pandemia não autoriza o esvaziamento dos cárceres.
Denúncia
O Ministério Público denunciou o sargento Erisson Nery no último dia 18 de janeiro pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e lesão corporal de natureza grave. A justiça aceitou a denúncia no dia 02 de fevereiro, assim o militar passou a ser réu no processo.
Além disso, Nery também está sendo processado por homicídio, exercício arbitrário das próprias razões e fraude processual em outro caso, que também foi denunciado pelo Ministério Público, por ter matado um adolescente de 13 anos, em 2019, durante uma tentativa de roubo a residência do acusado em Rio Branco.

