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Kremlin esfria esperança de reunião Putin-Biden

O Kremlin considerou nesta segunda-feira (21) “prematura” a organização de uma reunião de cúpula entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Joe Biden, jogando um balde de água fria ao anúncio francês sobre o encontro para tentar desativar o risco de uma invasão russa à Ucrânia.

A presidência da França anunciou no domingo um acordo de princípio para a celebração da reunião após uma intensa gestão diplomática do chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, que teve duas longas conversas telefônicas no domingo com Putin, além de diálogos com Biden e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Os países ocidentais temem que a intensificação dos combates nos últimos dias no leste da Ucrânia com separatistas pró-Rússia seja utilizada como pretexto por Moscou, que enviou 150.000 soldados para a fronteira ucraniana, para invadir o país vizinho.

“Há um entendimento sobre o fato de ter que continuar o diálogo entre ministros (das Relações Exteriores). Falar sobre planos concretos para organizar reuniões de cúpulas é prematuro”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

“Uma reunião é possível caso os chefes de Estado a considerem útil”, acrescentou, antes de afirmar que Biden e Putin sempre têm a possibilidade de conversar “por telefone ou de outra maneira quando necessário”.

Uma reunião entre os chefes da diplomacia russa e americana, Serguei Lavrov e Antony Blinken, está programada para quinta-feira.

A respeito do encontro de cúpula considerado “prematuro” por Moscou, Estados Unidos e França insistiram que só poderá acontecer se a Rússia não invadir a Ucrânia.

 – Tensão –

Os confrontos prosseguiam nesta segunda-feira no leste da Ucrânia e, segundo fontes das forças de segurança da Rússia, os incidentes afetaram o território do país.

“Em 21 de fevereiro, às 9h50, um obus de tipo não identificado disparado do território da Ucrânia destruiu o posto de serviço dos guardas de fronteira na região de Rostov, a uma distância de cerca de 150 quilômetros da fronteira russo-ucraniana”, relatou o FSB (serviço de inteligência), citado pelas agências russas de notícias.

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