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No Acre, soja não deverá ser plantada entre junho e setembro

Na última quinta-feira (03), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicou a portaria n° 516, que define os períodos de vazio sanitário para cultura da soja que os estados produtores seguirão no ano de 2022. Essa medida fitossanitária é de suma importância para o controle da ferrugem asiática da soja, resultado do fungo Phakopsora Pachyrhizi.

Esse vazio sanitário significa, no mínimo, 90 dias, contínuos, em que não se pode plantar e nem manter as plantas de soja vivas. O objetivo desse vazio é diminuir o inóculo da doença, minimizando os impactos negativos nas safras.

14 estados produtores já vinham cumprindo esse vazio sanitário. O Mapa ampliou a abrangência desse vazio para 21 unidades da federação e aumentou o período mínimo obrigatório de 60 para 90 dias.

A soja é o principal produto de exportação brasileira, e em 2021, chegou a 134 milhões de toneladas produzidas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

A Ferrugem Asiática é uma das mais graves doenças que podem atingir a soja. O fungo já foi relatado em níveis epidêmicos em diversas regiões, com danos variando entre 10% a 90% da produção.

O Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), instituído pela Portaria n° 306/2021, visa o fortalecimento do sistema de produção agrícola da soja, relacionando ações estratégicas de defesa sanitárias vegetal, com suporte da pesquisa agrícola e da assistência técnica contra a doença.

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