Milhares de pessoas foram atingidas pela cheia do Rio Juruá, por conta disso, muitas famílias precisaram deixar as suas casas. De acordo com os dados do Corpo de Bombeiros, 4.096 pessoas foram retiradas de casa e encaminhada para casas de parentes, abrigos ou aluguel social. Desse total, 385 pessoas já estão em um dos 11 abrigos públicos da região.
A equipe do jornal O Juruá em Tempo, esteve em um dos abrigos de Cruzeiro do Sul, para entender a realidade das pessoas que precisaram sair de suas residências. Claudiane Sales, de 36 anos, é uma dona de casa que possui três filhos, e já vive esse drama a alguns anos.
De acordo com o Claudiane, no ano passado a sua casa também foi atingida pela cheia, e ela e sua família, foram encaminhados para o Polo Naval. Dessa vez, eles estão abrigados em uma escola, na parte central da cidade.
“Lá era perigoso, aqui está sendo excelente. Temos até doutor todos os dias”, contou.
Ainda de acordo com a dona de casa, o que mais as crianças estão precisando no abrigo, é de lanche. “Não está tendo o lanchezinho para as crianças, mas fora isso está maravilhoso”, disse.
Ela conta que preferiu sair de sua casa, na Boca do Môa para proteger os filhos de sofrerem algum acidente, ou até mesmo de ficar doente por conta do tempo frio. “Lá eu tinha que ficar de olho direto, porque num piscar de olhos algo ruim poderia acontecer”, destacou.

