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sexta-feira, agosto 12, 2022

Desemprego cai para 9,8% no trimestre até maio, menor taxa desde 2015

Por redação.

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 9,8% no trimestre encerrado em maio – o que corresponde à menor taxa para o período desde 2015, quando o índice registrado foi de 8,3%. Em relação ao trimestre anterior, de dezembro de 2021 a fevereiro de 2022, houve queda de 1,4 ponto percentual (p.p.) e, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a redução alcançou 4,9 p.p.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (30/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

A população desocupada recuou em 1,4 milhão de brasileiros e, agora, é estimada em 10,6 milhões de pessoas – ou seja, a queda é de 11,5% em relação ao trimestre anterior. No ano, registrou-se o índice de 30,2%, equivalente a menos 4,6 milhões de indivíduos desocupados no período.

Já o número de pessoas ocupadas, de 97,5 milhões, é o maior da série histórica, iniciada em 2012. Esse indicador mostrou alta de 2,4% na comparação com o trimestre anterior e de 10,6% na comparação anual. Isso equivale a um aumento de 2,3 milhões de pessoas no trimestre e de 9,4 milhões de ocupados no ano.

“Foi um crescimento expressivo, e não isolado, da população ocupada. Trata-se de um processo de recuperação das perdas que ocorreram em 2020, com gradativa recuperação ao longo de 2021. No início de 2022, houve uma certa estabilidade da população ocupada, que retoma agora sua expansão em diversas atividades econômicas”, destaca Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE.

Recuperação

A partir do quarto trimestre de 2021, iniciou-se um processo de recuperação da população ocupada em atividades como construção, indústria, agricultura e serviços relacionados a finanças e a tecnologia da informação e comunicação.

“Com a melhoria no quadro da pandemia, ou seja, com o avanço da vacinação e o relaxamento das medidas de distanciamento social, os serviços mais presenciais, que tinham sido bastante afetados, começam a ter um processo de recuperação mais vigoroso, principalmente os outros serviços, alojamento e alimentação, serviços domésticos, transporte e alojamento.”

A pesquisadora ressalta que o crescimento da população ocupada foi bastante disseminado por todas as atividades: “Na comparação trimestral, apenas os grupamentos da agricultura e dos serviços domésticos não tiveram crescimento, ficaram na estabilidade. E, na comparação, somente a agricultura não cresceu, ficando estável também”.

Rendimento cai 7,2% no ano

Apesar da queda no desemprego, o rendimento apresentou uma queda de 7,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Estimado em R$ 2.613, o rendimento tem estabilidade diante do índice apurado no trimestre anterior.

“Essa queda do rendimento no anual é puxada, inclusive, por segmentos da ocupação formais, como o setor público e o empregador. Até mesmo dentre os trabalhadores formalizados há um processo de retração”, observa a coordenadora de pesquisas.

Segundo Beringuy, essa conjuntura pode ser efeito da própria inflação, mas também da estrutura de rendimento atual dos trabalhadores, com um peso maior de trabalhadores com rendimentos menores.

A massa de rendimento real habitual (R$ 249,8 bilhões) cresceu 3,2% em relação ao trimestre anterior e 3,0% na comparação anual.

  • Fonte: Metrópoles.
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