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sábado, junho 25, 2022

Estados da região Norte correm risco de sofrer com desabastecimento de diesel

Por Redação O Juruá em Tempo.

Delano Lima e Silva, presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Acre (SINDEPAC), se mostrou preocupado ante a possibilidade da região Norte passas por um desabastecimento de diesel nos próximos meses. Mas o empresário tranquilizou os acreanos ao dizer que o estoque no estado é suficiente para o abastecimento dos próximos meses.

A frota dos órgãos do governo federal, estadual e municipal são movidos à diesel, assim como as empresas de ônibus, transportadoras, empreiteiras e empresas da construção civil.

De acordo com Delano, se esse problema chegar a acontecer realmente, os locais mais afastados serão os que sofrerão com maiores prejuízos. “Caso venhamos enfrentar o problema do desabastecimento do produto, as localidades mais penalizadas são as mais remotas”.

Por cada litro de diesel comercializado no Acre, o setor desembolsa R$ 1,00 do diesel S500 e R$ 1,01 do diesel S10 são destinados para o pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

O valor varia conforme a política de preço de cada posto com sua distribuidora, porém devido o valor da alíquota estipulada pelo governo do Estado e os constantes reajustes dados pela Petrobras nos últimos meses, o preço do diesel S10 varia nos postos de combustíveis entre R$ 7,68 a R$ 7,72. “Há uma variação de posto para posto, mas a média fica em torno de R$ 7,62 a R$ 7,69 do diesel s500 (comum)”, observou.

A preocupação com o risco de desabastecimento está diretamente relacionada à dificuldade dos importadores em repassar o custo da operação no mercado interno estrangulado com as constantes altas dos combustíveis. Somente nos últimos três meses, foram realizados três aumentos nos preços do diesel: 8,08% (janeiro), 24,9% (março) e 8,87% (maio).

Em março deste ano a Petrobras encaminhou um ofício ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) alertando do risco de desabastecimento no segundo semestre, com a prorrogação da guerra na Ucrânia.

O sinal de alerta para a situação disparou depois que a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) emitiu um comunicado apontando que grande parte das refinarias no país dependem exclusivamente da importação do produto do exterior.

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