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sexta-feira, agosto 12, 2022

No Acre, produção de mandioca caiu 53% em 6 anos e ameaça a maior economia do setor agrícola

Por Redação O Juruá em Tempo.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Valor Bruto da Produção (VBP) das lavouras no Acre – calculado de acordo com o faturamento bruto dentro do estabelecimento – alcançou mais de R$ 982 milhões em 2021. Cinco produtos representam juntos, mais de 96% do VBP das lavouras acreanas no ano. A líder foi a mandioca (60% do VBP), cultivada em todos os municípios acreanos e gerou um valor de R$ 587 milhões bruto. Em seguida vieram: banana (15,3%), milho (13,8%), soja (6%) e café (3,4%).

Em relação tanto a farinha quanto a mandioca, o Vale do Juruá possuí a maior produtividade por hectare no Brasil, detendo 62,2% da área colhida, 63,6% da quantidade produzida e apresenta o maior rendimento médio por hectare, registrando 23.901 kg/ha e superando em 59,4% o rendimento médio brasileiro (14.996 kg/ha).

Vale destacar que o Acre possui rês municípios entre os 50 que mais desmataram em 2021, a Amazônia concentrou 59% da área desmatada no referido ano. A maior parte do desmatamento na região é destinada à criação de pastagens ou implantação de áreas de monocultivo.

Segundo dados do último Censo Agropecuário feito pelo IBGE em 2017, cujos dados foram divulgados em 2020, o Acre possuía mais de 14.800 estabelecimentos agropecuários com agroindústria rural, 12.333 (83%) eram agroindústrias de farinha de mandioca (casas de farinha). Mais de 78% das 12.333 agroindústrias de farinha estavam localizadas na região do Juruá, onde foram produzidas 32.619 toneladas de farinha de mandioca, correspondendo a 90% de toda farinha produzida no Estado do Acre.

Segundo dados recentes do IBGE, através do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a produção de mandioca em 2021 foi de 528.810 toneladas, quase 10% a menos que 2020. A previsão dos especialistas é de quem em 2022 esse número será menos ainda, a estimativa é de 521.230 toneladas. Com isso, estamos assistindo de forma passiva uma queda de mais da metade da produção (53%), em apenas 6 anos.

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