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“Não era de facção, era um pai de família”, diz viúva de motorista de app morto enquanto trabalhava

Por Redação Juruá em Tempo.30 de novembro de 20222 Minutos de Leitura
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O enterro do motorista de aplicativo José Francisco Rodrigues das Chagas, de 31 anos, que foi morto a golpes de faca na madrugada da última segunda-feira (28), foi marcado por emoção e também por revolta dos amigos e familiares com a situação da insegurança.

José Franscisco havia sido chamado por aplicativo para realizar uma corrida na noite do domingo (27) e seu corpo foi encontrado horas depois, no final da estrada Jarbas Passarinho, no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco.

O jovem, que era funcionário da empresa Telemont, prestadora de serviços de telefonia, fazia corridas por aplicativo nas horas vagas para complementar a renda. No enterro, um colega de trabalho falou emocionado sobre Francisco, veja:

A filha de José Francisco, Letícia, de 8 anos, também compareceu ao velório e ficou vários minutos ao lado do caixão se despedindo do pai. A criança estava visivelmente emocionada.

A esposa do jovem morto, Fabíola da Cruz, não se conteve ao ver o esposo no caixão. Muito emocionada, repetia que não sabia o que seria da vida dela sem o rapaz. Posteriormente, à reportagem do ContilNet, a esposa pediu por mais segurança para os trabalhadores de aplicativos e fez um apelo: “Meu marido não era de facção, não era acerto de contas. Ele era um homem bom e trabalhador, um pai de família, parem de falar essas coisas”.

Erison Martins, colega de trabalho de José Francisco na Telemont, também lamentou a perda. “Ele era um bom funcionário, e eu sempre falo que quem é um bom funcionário é um bom pai e um bom filho. A gente perde um ótimo ser humano, um funcionário exemplar e uma pessoa de coração gigante. Esta bem difícil conviver com a insegurança. Nós que somos trabalhadores que precisamos entrar nos bairros, sentimos muito insegurança. Clamamos por justiça e mais segurança”, disse.

Outro colega de Francisco, Regilson Sobreira, também falou sobre o amigo de trabalho. “Era uma pessoa alegre e prestativa. Vivia sempre sorrindo. A violência tá demais. A Segurança precisa fazer alguma coisa. Enquanto isso a violência continua e eu não sei onde vai parar”, lamentou.

  • Fonte: Contilnet.
Por: redação.
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