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Líder do povo Ashaninka do Acre comemora nomeação de Sônia Guajajara como ministra do governo Lula

Através de uma publicação nas redes sociais Francisco Piyãko, líder indígena do povo Ashaninka no Acre, comemorou a posse de Sônia Guajajara (PSOL-SP) como ministra dos Povos Originários, pasta que criada no governo do presidente Lula.

Além disso, ele também comemorou o nome da nova presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), a advogada e deputada federal Joenia Wapichana que, aos 49 anos, será a primeira mulher indígena a assumir o comando do órgão.

“Soninha, queria dizer que estou muito feliz de você ser hoje a convidada para ser a nossa ministra dos povos originários, com certeza esse ministério está em boas mãos, também a nossa querida Joenia, um abraço. Vamos estar muito bem representados, pela primeira vez são duas mulheres indígenas, ocupando cargos importantes no Brasil. Obrigada, presidente Lula por ter chamado essas duas pessoas competentes e que nós todos dos povos indígenas estamos muito felizes por essas conquistas. Nós passamos tempos muito difíceis de ataque a nossos direitos, de violação mesmo. As nossas florestas praticamente foram destruídas, mas é hora de a gente recuperar e a gente sonhar muito com futuro, que vai ser bem melhor”, disse.

Sônia Guajajara é conhecida em várias partes do mundo por denunciar a Organização das Nações Unidas (ONU), ao Parlamento Europeu e às Conferências Mundiais do Clima (COP) sobre violações de direitos dos povos indígenas no Brasil. Ela foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time.

Ela atuou na equipe de transição do novo governo, no núcleo dedicado aos povos indígenas. Além disso, ela também se destaca no ativismo ambiental, na linha de frente na luta contra projetos que ameaçam as florestas e os modos de vida dos povos indígenas.

Nascida em 1974 na Terra Indígena Araribóia, no Maranhão, Sônia é do povo Guajajara/Tentehar. Filha de pais analfabetos, aos 15 anos foi cursar o ensino médio em Minas Gerais. É formada em letras e em enfermagem pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), e fez pós-graduação em Educação Especial.

Em 2009, foi eleita vice coordenadora da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB). Em 2013, tornou-se coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), onde passou a atuar no movimento indígena em âmbito nacional.

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