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Lula homenageia reitor que morreu em 2017 e foi alvo de processo sem provas

Por redação. 20/01/2023 09:58
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) homenageou o reitor Luiz Carlos Cancellier, que dirigiu a Universidade Federal de Santa Catarina de 2016 a 2017, ano em que cometeu suicídio, em 2 de outubro.

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À época, Cancellier havia sido alvo de um inquérito da Polícia Federal, sob a acusação de um suposto desvio de mais de 80 milhões de reais. Um ano após o suicídio, a PF não apresentou provas e encerrou o inquérito. A delegada responsável pelo caso, Erika Marena, era ligada à Operação Lava Jato e chefe da Operação Ouvidos Moucos.

“Cinco anos e quatro meses de uma aberração que aconteceu neste País, que foi a morte do reitor Luiz Carlos Cancellier”, declarou Lula, nesta quinta-feira 19, durante discurso a reitores universitários. “Faz cinco anos que esse homem se matou, pela pressão de uma polícia ignorante, de um promotor ignorante, de pessoas insensatas que condenaram as pessoas antes de investigar e antes de julgar.”

Lula lamentou, ainda, não ter ocorrido uma solenidade da Presidência da República sobre o caso.

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“A gente não pôde nem fazer um ato em homenagem a ele, porque, neste País, deixou de existir reunião de reitores há muito tempo”, afirmou. “Quero aproveitar este momento, com cinco anos e quatro meses de atraso, e dizer para você, meu caro Luiz Carlos Cancellier, que pode ter morrido a sua carne, mas as suas ideias continuarão no meio de nós a cada momento em que a gente pensar em educação.”

Ele chegou a ser destituído do cargo que ocupou por 16 meses e levado a uma prisão de segurança máxima. Também foi proibido de frequentar as dependências da UFSC. O caso foi descrito no livro Recurso Final: A Investigação da Polícia Federal que levou ao suicídio de um reitor em Santa Catarina, de autoria do jornalista Paulo Markun.

Apesar de o presidente ter atribuído o suicídio de Cancellier à perseguição judicial, o Centro de Valorização da Vida, organização filantrópica de Utilidade Pública Federal, frisa que casos de suicídios não devem ser abordados como consequência de um único evento. Além disso, o CVV reforça que o suicídio é uma questão de saúde pública e divulga locais onde formas de ajuda são oferecidas voluntariamente.

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