Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Governo entrega viaturas e armamentos para reforçar atuação da Polícia Civil no Acre
  • Sancionada lei que endurece pena a condenados por morte de policiais
  • Morador ferido em incêndio no Cruzeirão morre após internação no Hospital do Juruá
  • Vídeo de câmera de segurança mostra momento exato da colisão entre moto e ônibus que resultou na morte de motociclista
  • Acidente entre moto e carro em Brasiléia deixa jovem ferido; vítima foi levada para Rio Branco
  • Mecânico morre após acidente de moto em ramal da Transacreana
  • Motociclista fica ferido após colisão com carro em avenida de Brasiléia
  • Colisão entre motocicleta e ônibus deixa homem morto em Rio Branco
  • Em abril, 51% do gado que saiu do Acre são “para o mesmo proprietário”
  • Ifac vai usar detectores de metais nas unidades do Acre após atentado em escola
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
terça-feira, maio 12
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»Acre

Mulheres que inspiram: professora de 80 anos natural de Cruzeiro do Sul conta história de superação; “Me sinto realizada”

Por Redação Juruá em Tempo.8 de março de 2023Updated:9 de março de 20234 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

Um sorriso doce, olhar gentil e as marcas do tempo moldam o rosto da primeira personagem da série ‘Mulheres que inspiram’, dO Juruá em Tempo. Terezinha Vasconcelos da Silva, de 80 anos, é uma mulher cruzeirense, viúva, professora aposentada, mãe de três filhas e avó de quatro netos. A quinta de 18 irmãos perdeu a mãe aos sete anos e ajudou a nova madrasta a cuidas dos irmãos mais novos. Ela conta que a vida era muito difícil, pois a família trabalhava na agricultura, mas o pai nunca deixou faltar o alimento diário.

A menina que cursou até a quarta série, atual quinto ano, sonhava em ser professora e aos 18 anos realizou o tão almejado desejo indo trabalhar em uma escola na zona rural ganhando R$ 10 ao mês. “Desde criança meu sonho era ser professora. Hoje eu tenho alunos médicos, advogados, empresários, vendedores, políticos, tantos outros que nem sei e todos são meus ex-alunos. Eles me amavam, quase me derrubavam com tantos abraços quando eu entrava na escola e eu precisava ser dura”, lembra com um sorriso no rosto.

Aos 19 anos, Terezinha conheceu o homem que seria seu marido, Antônio Cândido da Silva. Na contramão da época, Antônio não se incomodava que a esposa trabalhasse fora, o agricultor inclusive a apoiava. “Para ele era um orgulho casar com uma professora. Antigamente, a minha profissão era valorizada, hoje que as pessoas deturparam os valores”, disse.

Nesse período, ela foi transferida para uma escola mais perto da cidade e se tornou professora federal. “Eu trabalhei 28 anos e me aposentei como professora, hoje eu me sinto realizada, muito feliz. Quando me aposentei eu estranhei, pois era acostumada com as minhas crianças. Esses dias fui para a igreja e uma moça veio me abraçar e falou ao padre ‘Essa foi minha professora, eu sou o que sou por causa dela e hoje sou professora também’. Fiquei tão feliz”, destaca.

Aos 24 anos, Terezinha deu a luz a filha mais velha, Maria de Fátima Vasconcelos da Silva; aos 25 nasceu a segunda, Lucilene Vasconcelos da Silva e quatorze anos depois nasceu a caçula, Luciana Vasconcelos da Silva Santos. As três meninas cresceram, duas se mudaram de cidade, tiveram seus filhos e hoje a professora aposentada é avó de quatro netos, sendo um já casado, a segunda formada, a do meio com quase 15 anos e a menor com 13 anos.

“São os meus orgulhos. Foi muito difícil criar minhas filhas tendo que trabalhar fora, elas eram muito mimadas. Eu as criei da melhor maneira que eu e meu marido podíamos. Hoje os meus netos são a minha vida, eu amo cada um”, conta emocionada.

Ao ser questionada se está realizada aos seus 80 anos, Terezinha relembra que sofreu bastante, mas que não mudaria nada em sua vida. “Todos esses sofrimentos me fizeram ser quem eu sou hoje, Deus permite que passemos dificuldades para nos moldar e eu hoje eu sou completamente realizada”, disse.

Terezinha falou ainda sobre a saudade que sente do marido falecido a quase 22 anos e das filhas que moram longe. “Eu entrei em uma tristeza profunda quando o meu velho me deixou. E agora, além de sentir saudades dele, sinto das minhas filhas. Gostaria de estar sempre com elas, mas não posso por conta das péssimas condições da BR-364 e tenho medo de andar de avião”, revela.

Ao final, a professora aposentada agradece todo o carinho e cuidado que recebe de toda a família e ressaltou o orgulho que sente dos filhos, netos e sobrinhos. “Eu me sinto feliz pela minha família de minha parte e de meu marido. Tenho sobrinhos políticos, empresários, netos queridos e maravilhosos que só me dão orgulho. Aos 80 anos, eu tenho a sensação de dever cumprido”, finalizou.

Por: Emily Vitória, dO Juruá em Tempo.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.