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sexta-feira, abril 12, 2024

No Acre, casamentos homoafetivos aumentaram em 95%

Por redação.

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Regulamentação do casamento homoafetivo completa 10 anos em maio - Revista acontece

Os registros de casamentos homoafetivos no Acre cesceram 20 vezes desde 2013, quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) regulamentou a união entre pessoas do mesmo sexo. Os números são de um levantamento feito pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), que mostram o avanço dessas uniões em cada estado do país.

Ao longo deste 10 anos, foram 208 registros feitos no estado. Em 2013, quando houve a regulamentação, o estado acreano não havia registrado nenhum casamento homoafetivo, já no ano passado, foram 121 registros e este ano, até o momento, 23 uniões de casais do mesmo sexo.

O maior número de registros foi em 2022, quando 121 casais oficializaram a união. Alguns projetos do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) ajudam que esse direito chegue ao maior número de casais no estado. No Brasil, em 10 anos os cartórios contabilizaram 76.430 casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Em 2013, primeiro ano de vigência da autorização nacional, foram 3.700 celebrações.

Garantia de direitos

Entre as centenas de casais homoafetivos que oficializaram a união no Acre estão Catherine de Azevedo e Norayra Lima, que casaram em maio de 2021. Naquele ano, o g1 contou a história de amor da duas e como a assinatura da união foi importante para o casal.

As duas se conheceram em 2008, foram amigas por um ano e perceberam com o tempo que o sentimento ultrapassava os limites da amizade. As duas se apaixonaram e, em 2009, começaram um romance que ficou escondido por uma década. Foram 10 anos até que as duas contassem sobre o relacionamento homoafetivo para as famílias e também aos amigos.

Dois anos após assinarem o contrato mais importante de suas vidas, Catherine destaca que a regulamentação é a garantia de direito para as pessoas LGBTQIA+.

“A resolução do CNJ foi uma vitória pra milhares de casais homoafetivos brasileiros porque depois disso nós tivemos a proteção legal de garantias de direitos que até então só eram destinados aos casais heterossexuais. Por exemplo, depois do casamento, pude inserir minha esposa como dependente no plano de assistência à saúde do meu trabalho, o que antes não era possível. Pra alguns pode até parecer coisa simples, mas olho pra isso com muito orgulho. Isso nos dá segurança também quanto a questão de filhos, na proteção de bens, na questão sucessória, ou seja, algo que nos garante dignidade e respeito, como toda pessoa deve ter.”

  • Fonte: g1 AC.
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