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domingo, abril 21, 2024

Faccionados que tentaram assassinar rivais são condenados a quase 500 anos de prisão no Acre

Por redação.

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), junto à 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, obteve a condenação de sete integrantes de uma organização criminosa envolvidos em um ataque no conjunto habitacional Cidade do Povo, no Segundo Distrito, que resultou na morte de Yuri Matheus de Lima Cavalcante, de 26 anos, e deixou outras sete pessoas feridas. No total, as penas somam 469 anos, 10 meses e 5 dias de reclusão. O promotor de Justiça Carlos Pescador atuou no júri.

Segundo a denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Washington Nilton Medeiros, os acusados agiram em conjunto para planejar e executar uma série de crimes no conjunto habitacional, em 5 de abril de 2021. O grupo realizou dois roubos de veículos e tentou assassinar cinco pessoas, com disparos de arma de fogo, que estavam em uma quadra de esportes. Além disso, outras duas vítimas foram gravemente feridas em uma residência.

Durante a ação criminosa, Yuri Matheus, que trabalhava como motoboy em uma lanchonete, foi atacado a tiros e facadas, vindo a falecer. Após o ataque à vítima, o grupo ainda roubou pertences de pessoas presentes no local, incluindo um veículo que foi usado na fuga. Dos 10 réus inicialmente denunciados, o MPAC solicitou a absolvição de dois, que não foram a julgamento. Entre os réus, seis foram acusados também de corromper dois adolescentes menores de idade para participarem dos crimes.

No julgamento, que teve duração de dois dias, seis réus foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado (tentado e consumado), roubo e corrupção de menores. As sentenças aplicadas foram as seguintes: Elvis Preslei de Sena Figueiredo foi condenado a 93 anos e 9 meses de reclusão, Gabriel Miranda Gonçalves a 104 anos e 9 meses, Lucas Cunha de Araújo a 56 anos e 11 meses, Margarido Freire Costa a 57 anos e 10 meses, Arthur Carvalho Gomes a 79 anos, e Josias Silva de Lima a 69 anos e 4 meses. Ademildo Bertolo da Silva Neto, acusado apenas pela participação nos roubos, recebeu uma pena de 10 anos de reclusão.

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