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sexta-feira, abril 19, 2024

Um ano após morte de enfermeira em acidente de trânsito no AC, viúvo ainda espera por justiça

Por redação.

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“Não posso mais comemorar aniversário. Se eu comemorar aniversário, vou estar comemorando a morte dela”.

Esse é o desabafo do motorista José Rodrigues, marido da enfermeira Maria Alessandra Sousa da Silva, que morreu no dia 25 de maio de 2022 após ser atingida por um veículo que fazia conversão proibida na Avenida Nações Unidas, em Rio Branco.

Alessandra saiu para trabalhar na sua motocicleta como fazia todos os dias, mas foi surpreendida por uma condutora que vinha na pista contrária e ignorou a placa que indica a proibição de conversão.

À época, o delegado que acompanhava o caso, Pedro Resende, disse que a polícia identificou a condutora como Thayna Rodrigues Correia Santos, e que ela permaneceu no lugar do acidente. O g1 não conseguiu contato com Resende.

Rodrigues afirma que uma audiência chegou a ser marcada para o dia 30 de março deste ano, porém, a condutora e o advogado não teriam comparecido.

“Disseram que não tinham encontrado ela [Thayná]. Hoje, ela está de bem com a família dela, e a minha, destruída. Tive que sair do meu emprego para cuidar da minha filha, fui para um emprego que ganho menos, porque não posso viajar. Sou motorista, e motorista ganha mais se viajar”, relata.

Rodrigues também conta que aguarda por uma pensão para a filha do casal, Evelyn. Alessandra trabalhava no Pronto-socorro de Rio Branco e no Hospital da Criança, segundo ele. Mesmo após um ano sem respostas, ele mantém a fé por justiça para seguir cobrando providências em relação à morte da esposa.

‘Pergunta pela mãe todos os dias’

José Rodrigues conta que saiu do antigo emprego para ter mais tempo para cuidar da filha — Foto: Arquivo pessoal

“É um ano muito difícil. Eu era acostumado com a minha esposa, e minha sogra havia morrido há pouco tempo. Morávamos todos juntos, perdi minha sogra e minha esposa”, conta.

Rodrigues afirma que a filha pergunta todos os dias pela mãe, e pede constantemente para ir ao cemitério e visitar o túmulo de Alessandra. Ele relembra ainda que o acidente aconteceu no dia de seu aniversário, e que o fato vai marcar a data para sempre.

“Minha filha todo dia pergunta pela mãe dela, pergunta quando a mãe dela vai voltar, é muito difícil. Ontem [25] foi meu aniversário e o dia que a minha esposa partiu. Não tenho como comemorar aniversário, porque comemorar meu aniversário é comemorar a morte dela. Minha filha pede para ir ao cemitério, e quando chega lá, pede para a mãe dela sair”, desabafa.

  • Fonte: g1 AC.
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