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domingo, abril 14, 2024

Após vencer câncer de mama pela 3ª vez, professora ganha surpresa ao retornar para aulas de tecido acrobático no Acre

Por redação.

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A professora de inglês Ana Lúcia Ribeiro, de 59 anos, foi surpreendida com uma linda homenagem do grupo Acrobartes, no último dia 4, após quase um ano afastada das aulas. Ana Lúcia estava em tratamento pela terceira vez contra o câncer de mama e precisou se afastar das atividades em agosto do ano passado.

Quando retornou para o estado acreano, no início do mês, recebeu o convite dos amigos do grupo de tecido acrobático para voltar a participar dos encontros na Usina de Artes, em Rio Branco. Ela foi recebida com balões, cartazes, bolo e muita festa para celebrar o fim das sessões de quimioterapia e mais uma batalha vencida contra a doença.

A recepção calorosa ficou gravada em um vídeo divulgado na página do Acrobartes.

“Quando viajei ainda tentei fazer aula em Curitiba, mas estava tão cansada, a quimioterapia deixa a gente tão debilitada que não dei conta. Quando cheguei, as meninas me convidaram para ir lá, foi emocionante. Fiz aula com elas, deu tudo certo e vou continuar indo”, relembrou.

Ana Lúcia está no grupo há cerca de 5 anos e buscava uma atividade mais recreativa que permitisse que ela se sentisse livre para enfrentar a batalha contra o câncer. “Procurava uma atividade mais lúdica, que não fosse aquela coisa da academia que você tem que fazer sistematicamente. Aquilo me deixava muito presa e o tecido te deixa livre, é outra sensação, você esquece dos problemas, vai curtir. É muito gostoso!”, celebrou.

Ana Lúcia Ribeiro voltou a frequentar as aulas de tecido acrobático na Usina de Artes de Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Luta contra a doença

Ana Lúcia descobriu que tinha câncer de mama pela primeira vez em 2010, depois em 2015 e pela terceira vez em agosto de 2022, quando retornou para as consultas de rotina em Curitiba, durante uma viagem para também celebrar o aniversário da filha.

“Em junho do ano passado estava tudo certo, ia fazer mamoplastia, me programei e quando fiz os exames tive uma surpresa nada agradável. Conversei com meu médico, que explicou que seria um pouco mais complicado que das outras vezes, tinha que fazer seis ciclos de quimioterapia primeiro, em seguida, dependendo da evolução, faria a cirurgia, que poderia ser a mastectomia ou quadrantectomia. Fiz em março a quadrantectomia, tive uma boa evolução, a cirurgia cicatrizou bem e fui muito bem atendida”, destacou.

Professora de inglês descobriu que tinha câncer pela primeira vez em 2010 — Foto: Arquivo pessoal
Professora de inglês descobriu que tinha câncer pela primeira vez em 2010 — Foto: Arquivo pessoal

A professora terminou as sessões de quimioterapia e está na fase de imunoterapia. “Recebi alta, vou continuar o tratamento aqui em Rio Branco porque tem mais um ano da medicação e tem a medicação oral que vou tomar por cinco anos para reverter qualquer situação adversa que posso ter durante esse período. Se Deus quiser não vai dar nada porque tem sido bem estressante. Você tem fé, mas fica sempre naquela expectativa: ‘será que vai dar errado’. Vamos tratando”, confirmou.

  • Por Aline Nascimento, g1 AC.
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