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terça-feira, abril 23, 2024

No Acre, casal que começou namoro no dia 12 de junho celebra 60 anos de união

Por redação.

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Elizabeth e Osmir Lima se conhecem desde a infância, iniciaram namoro no dia 12 de junho e casaram quase um ano depois, em 1963 — Foto: Arquivo pessoal
Elizabeth e Osmir Lima se conhecem desde a infância, iniciaram namoro no dia 12 de junho e casaram quase um ano depois, em 1963 — Foto: Arquivo pessoal

12 de junho de 1962, a fogueira de São João e o forró animavam a festa junina da escola Craveiro Costa, em Cruzeiro do Sul. No ensaio, um dos alunos queria ser o par de Elizabeth, mas acabou não conseguindo. Mesmo assim, ele insistiu, e a festa resultou em um casamento de 60 anos.

Esse aluno era Osmir Lima, que se casou com Elizabeth no dia 11 de junho de 1963, quando ele e a esposa tinham, respectivamente, 17 e 16 anos. Hoje, eles vivem em Rio Branco e tiveram quatro filhos e estão à espera do sexto bisneto.

“Nós somos de Cruzeiro do Sul e a conheci quando tínhamos 9 anos, mas não namoramos nessa época. Começamos a namorar quando eu tinha 16 anos e ela 15. Casamos quando eu tinha 17, e ela 16. A primeira vez que investi, foi numa festa caipira do ginásio Craveiro Costa, do qual eu sou aluno fundador. Fizemos uma festa junina, tentei ser par dela, mas ela acabou arranjando outro par. Quando começamos a dançar, tirei ela do braço dele. A partir daí, veio o namoro, e um ano depois o casamento. Foi na festa junina”, relembra.

Casal teve quatro filhos, e vive em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal
Casal teve quatro filhos, e vive em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Longevidade

Elizabeth conta que os dois têm temperamentos diferentes, mas que, para permanecerem juntos por tanto tempo, aprenderam a lidar com essas diferenças. Ela ressalta que costumam sempre dizer que se amam.

“Existem desentendimentos, mas para cada desentendimento, uma lua de mel. Nós somos bastante diferentes. Eu sou a pessoa mais tranquila, sem barulho, sem gritos. Ele é mais explosivo. Tanto é que a gente tem que tentar se calar para não explodir. Explodir juntos, não dá certo. Sempre falo para as pessoas que para um casamento ser duradouro tem que existir muito amor, sem amor não se constrói nada. Até uma costura que você for fazer, sem amor, não fica boa. E depois, muita paciência. Casamento é companheirismo. Na minha parte, eu cumpri. Nós já viajamos a muitos lugares do Brasil, quando ele dizia: ‘vamos?’. Eu concordava”, avalia.

Osmir concorda e completa dizendo ainda que os desentendimentos também são necessários na construção do amor. “Casamento longevo como o nosso, tem que ter problema no meio. Tem que saber administrar, e com amor”, acrescenta.

"Casamento é companheirismo", diz Elizabeth Lima — Foto: Arquivo pessoal
“Casamento é companheirismo”, diz Elizabeth Lima — Foto: Arquivo pessoal

Paciência

Atualmente, o casal aproveita o dia a dia de maneiras diferentes. “Nós já passeamos bastante. Ele geralmente assiste os filmes dele na sala, e eu fico na minha cadeira fazendo sapatinhos de bebê, de tricô”, conta Elizabeth.

E para os casais mais jovens, que ainda estão longe dos 60 anos juntos, Osmir deixa um recado: paciência. Ele diz que se preocupa ao ver separações e divórcios cada vez mais frequentes. Osmir alerta que os problemas surgirão, mas é possível sempre resolver, principalmente no caso de casais que têm filhos.

“Inúmeros problemas surgirão, mas eles deixam de se entender, porque acham melhor separar que viver brigando. Mas quem tem filhos, quem sofre são eles. Os pais reconstroem a vida, mas a criança fica traumatizada, porque ama os dois. Já vimos isso na nossa família. É preciso que essa nova geração tenha mais paciência, tolerância de um para o outro”, conclui.

Para coroar a união, os dois foram modelos em uma campanha do Dia dos Namorados deste ano de uma marca acreana. No vídeo, eles falam sobre amor e elegeram Bésame mucho, música de Andrea Bocelli, como a canção que marca o casamento dos dois. E um dos trechos da música preferida do caso, está a mensagem que eles reforçam: aproveitar o parceiro. “Me beije, me beije muito como se esta noite fosse a ultima vez.”

  • Por Victor Lebre, g1 AC.
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