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sábado, junho 15, 2024

Com prejuízo de R$ 30 mil após arrombamentos, Casa do Artesão fecha as portas em Cruzeiro do Sul

Por Redação O Juruá em Tempo.

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Após ter prejuízos com furtos e arrombamentos que aconteciam desde 2021, a Associação dos Artesãos do Vale do Juruá (Assavaj) decidiu fechar as portas da Casa do Artesão de Cruzeiro do Sul, por tempo indeterminado.

Em agosto de 2021, o local teve R$ 20 mil em prejuízos, e grades foram instaladas. Quase dois anos depois, outros dois furtos aconteceram. Na última segunda-feira (17) criminosos arrombaram o local, levando produtos, e retornaram na quarta-feira (19) para cometer mais um furto.

Segundo a tesoureira da Assavaj, Nilma Nascimento, essa ação deixou R$ 10 mil de prejuízos, e os objetos ainda não foram recuperados. “É um prejuízo muito grande. A gente se reuniu e decidimos fechar, porque não temos segurança. O que podemos fazer? Encaixotar nossos produtos. Qual a segurança que nós temos? Até hoje, não recuperamos nada. As minhas peças foram todas levadas, são peças de R$ 5 a R$ 10, no máximo R$ 50. Agora, a gente fez um novo boletim de ocorrência, mas a gente sabe que não acontece nada, fazem investigação com moradores de rua, dependentes químicos, mas é muito difícil recuperar alguma coisa” comentou ela.

A prefeitura do município se prontificou a ajudar com a instalação de novas portas mais seguras na casa, e deve haver uma reunião nesta segunda-feira (24) para definir o que mais pode ser feito.

A Assavaj tem em vista resolver a situação o mais breve possível, pois durante esta época do ano, em decorrência do Novenário de Nossa Senhora da Glória, a região mais recebe muitos turistas que buscam os itens de artesanato.

“Nós somos uma associação sem fins lucrativos, se a gente vender, a gente lucra com uma porcentagem, mas e se a gente não vender? A gente arca com todas as despesas, o prédio é da prefeitura, mas a gente dá toda manutenção, ar-condicionado, embalagem, material de limpeza. Eles disseram que colocariam uma porta e vamos procurá-los de novo. Essa época é uma época que gente recebe muito turista, e eles viram a situação e acharam triste “, relata Nilma.

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