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sábado, junho 15, 2024

Equipe do DNIT apresenta tecnologia que vai solucionar antigos problemas da BR-364

Por redação.

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“Essa estrada é como se fosse o coração do povo da região do Envira e do Juruá”, disse, nesta sexta-feira (30), o prefeito de Feijó, Kiefer Cavalcante (Progressistas), ao receber em seu município a caravana de parlamentares e de técnicos de vários do governo federal e estadual em viagem pela BR-364. O grupo de mais de cem pessoas, num comboio de pelo menos 50 veículos, deixou Rio Branco nesta manhã e chegará até Cruzeiro do Sul, ainda na tarde de hoje. A governadora em exercício Mailza Assis representa o governador Gladson Cameli no evento. O governador está em São Paulo, participando de um fórum de empreendedorismo.

“Se esta estrada fechasse, cidades como Feijó simplesmente sumiriam”, acrescentou o prefeito.

Durante a viagem, os membros da caravana conheceram de perto uma tecnologia antiga mas que só está sendo utilizada recentemente em estradas no Acre. Trata-se do chamado macadame hidráulico, uma camada de base e sub-base obtidas por captação de agregados graúdos, que são triturados e uniformemente distribuídos, cujos vazios são preenchidos com pavimentação de uma camada de agregados. A estabilidade é obtida pela ação mecânica, o que causa mais durabilidade à pavimentação.

A explicação foi dada pelo engenheiro civil Marivaldo Almeida, do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), responsável pelo trecho da obra na área entre Sena Madureira e Manoel Urbano. Há informações de uso da tecnologia há mais de 2 Mil anos, em estradas de pedras em estradas de Roma antiga e que algumas perduram até hoje em áreas da Itália, na velha Europa.

A não-utilização da tecnologia em obras anteriores da mesma estrada por questões de custos. A tecnologia encarece a obra em pelo menos 40 por cento, disse o engenheiro Ricardo Araújo, diretor regional do Dnit. Segundo ele, apesar do encarecimento do valor, com o tempo diminui as despesas de manutenção. “O tempo nos mostra isso. Nos trechos em que há três anos aplicamos a tecnologia, os reparos de agora são mínimos”, disse Araújo

Engenheiro do Dnit e professor de engenharia da Universidade Federal do Acre, Antônio Furtado, que acompanha a caravana, concorda com a ideia. Segundo ele, depois de praticamente abandonada há três anos, os trechos da estrada que estão em melhor estado de conservação são exatamente os que receberam a nova tecnologia “Se encarece no primeiro momento, com o tempo é possível constatar a diminuição no valor”, disse Furtado.

“Dinheiro, aparente pouco no primeiro momento, não vai ser problema. Se faltar para aplicar essa nova técnica, o Ministério dos Transportes envia mais. Foi isso que me garantiu o ministro Renan Filho”, disse o senador Sérgio Petecão.

As primeiras obras foram feitas há cerca de 30 dias e já contam com 18 trechos, com pelo menos 15 empresas envolvidas. “Queremos chegar a pelo menos 40 até o final do ano”, disse o engenheiro Ricardo Augusto. “Já que os parlamentares estão garantindo que não faltará dinheiro, nossa esperança é que, depois de três anos sem investimentos, nossos técnicos mantiveram a estrada na base do sacrifício”, acrescentou.

O governo federal disponibilizou mais de R$300 milhões para as duas BRs federais do Acre, incluindo a 317. A maior parte, entretanto, mais de R$170 milhões, serão para a 364.

“Há três anos o governo federal dizia que não havia recursos para as BRs. Mas, graças a PEC da Transição, foi possível alocar esses recursos para essas obras iniciais e já há a garantia do presidente para a libera mais recursos para uma estrada em definitivo, com nova tecnologia”, disse a deputada Socorro Neri, que representa na caravana a Comissão Externa da Câmara que fiscaliza obras públicas no país.

  • Por Tião Maia, do ContilNet.
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