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domingo, junho 23, 2024

Marina trava indicação de nome para o Ibama no Acre por ‘politicagem’, diz Folha

Por Redação O Juruá em Tempo.

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Uma matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (21) revelou que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, travou indicações políticas para as Superintendências Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama) nos estados da Amazônia Legal, incluindo o Acre.

A ministra blindou o órgão nas negociatas do presidente Lula com outros partidos que querem abocanhar cargos federais em troca de apoio na Câmara e no Senado Federal. Marina conseguiu que o Ibama fosse chefiado por nomes técnicos e de carreira. É uma forma estratégica de reduzir os danos na região da Amazônia Legal, já que o órgão tem como função o monitoramento e a fiscalização de infrações ambientais.

O Acre faz parte dos poucos estados brasileiros que já têm um superintendente oficializado:  Melissa de Oliveira Machado, servidora de carreira do Ibama, que já vinha respondendo pelo cargo interinamente, desde o ex-governo Bolsonaro. A nomeação de Melissa foi publicada na edição do Diário Oficial da União do dia 08 de agosto, assinada pela ministra Marina Silva.

A nomeação de Melissa ocorreu oito meses após a posse do presidente Lula. Informações revelam que nomes dentro do PT, e do PSD, partido do senador Sérgio Petecão, indicaram nomes para ocupar o cargo no Acre, o que foi travado por Marina, que optou pela permanência de Melissa à frente do Instituto.

No início do ano, nomes como o do indigenista Anselmo Forneck, ex-dirigente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) no Acre e chefe local do Ibama no período em que Marina Silva foi ministra nos dois mandatos anteriores de Lula, de 2003 a 2009, e do petista Sibá Machado, que foi deputado federal e senador no lugar de Marina enquanto ela foi ministra, foram sondados para o cargo.

Quem é Melissa de Oliveira Machado

Melissa Machado é graduada em Engenharia Civil e Direito, pós-graduada em Eng. do Controle de Poluição Ambiental e em Direito Ambiental, Agrário e Urbanístico. Atuou em acompanhamento de obras e medições de serviços, elaboração de orçamentos e desenvolvimento de programa de gestão de qualidade para construtoras. Foi consultora e auditora de programas de gestão de qualidade ISO 9001 pelo SENAI-DF em indústrias gráficas e de movelaria em Brasília.

Analista Ambiental do IBAMA, desde 2005, com formação em Agente Ambiental Federal – AAF (desde 2006) e Agente de Emergência Ambiental – AEA (desde 2019), analista de meio físico de processos de licenciamento ambiental federal (desde 2008) em empreendimentos das tipologias hidrelétrica e linha de transmissão; Assessora Técnica de Gabinete, com atendimento ao público, elaboração de documentos, instrução processual e produção de minutas de decisões no processo sancionador ambiental; Superintendente Substituta no IBAMA-Acre.

  • Por Matheus Mello, do ContilNet.
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