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terça-feira, maio 21, 2024

Acre registra 75 mortes no trânsito e mais de 2,7 mil acidentes entre janeiro e setembro

Por Victor Lebre, g1 AC.

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Acre registra 75 mortes no trânsito e mais de 2,7 mil acidentes entre janeiro e setembro — Foto: Andyo Amaral/Rede Amazônica Acre

Entre janeiro a setembro, o Acre registrou 75 mortes em acidentes de trânsito tanto em rodovias estaduais, como federais. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AC) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF-AC), que mostram 56 vítimas fatais em rodovias estaduais e mais 19 nas vias federais.

Os números do Detran-AC apontam um total de 2.560 acidentes de janeiro a agosto em rodovias estaduais, uma média de 320 por mês. Isso representa um aumento de 0,7% nos registros de ocorrências no trânsito em relação ao mesmo período do ano passado. O mês com maior número de acidentes foi julho, com 362 casos. Agosto teve 356 registros.

Já as mortes chegaram a 56, uma média de 7 por mês somente nas rodovias estaduais. O número significa uma redução de 5% na comparação com 2022, quando o período registrou 59 vítimas fatais no trânsito. Em 2023, os meses com maior número de mortes foram julho e agosto, com 13 mortes.

Acre tem um total de 56 mortes no trânsito entre janeiro e setembro — Foto: Reprodução/Detran-AC

Acre tem um total de 56 mortes no trânsito entre janeiro e setembro — Foto: Reprodução/Detran-AC

Nessa estatística, está o caso do motociclista Antônio Ribeiro do Nascimento, de 57 anos, que morreu no dia 2 de setembro durante um acidente de trânsito no cruzamento da Avenida Ceará com a Rua São Paulo, no bairro Dom Giocondo, em Rio Branco. Populares informaram que um carro bateu na traseira da moto conduzida por Nascimento. Com o impacto, o motociclista foi arremessado e jogado no chão. Chovia bastante no momento da batida.

Outro caso marcante foi o da jovem de 18 anos que sobreviveu a um acidente na Estrada da Sobral, região da Baixada da Sobral, no dia 4 de setembro. Câmeras de segurança de um estabelecimento comercial flagraram o momento em que ela foi atropelada por um carro quando atravessava a rua e arremessada para o alto. Apesar da violência do impacto, ela fez exames no pronto-socorro de Rio Branco e recebeu alta horas após a batida.

Situação nas rodovias federais

No dia 4 de agosto, um grupo de oito pessoas voltava da Expoacre 2023 em um carro que bateu contra um caminhão na BR-364, no sentido Rio Branco (AC) a Porto Velho (RO). Cinco pessoas morreram, e três ficaram feridas.

Pai e filha estavam entre as cinco vítimas fatais do acidente. Entre as vítimas, três eram de uma mesma família: Francisco Francimar Bezerra Alves, de 36 anos, dirigia o carro e estava acompanhado pela filha, Franciele Florentino da Silva, de 17 anos, e pela sobrinha, Eva Alves, de 30 anos. As outras vítimas são Thiago Rebouça Pinto, de 23 anos, e Gabriel Henrique Bernardino, de 21 anos, amigos da família.

Esse foi um dos trágicos registros de mortes no trânsito em rodovias federais no Acre em 2023, e, segundo a PRF, contribuiu para o aumento nos casos fatais no período entre janeiro e setembro na comparação com o mesmo período em 2022.

Vitimas voltavam do Parque de Exposições Wildy Viana quando sofreram acidente — Foto: Arte g1

Vitimas voltavam do Parque de Exposições Wildy Viana quando sofreram acidente — Foto: Arte g1

As rodovias federais do Acre registraram 19 mortes, sendo duas em setembro. Ou seja, um aumento de 35,7% em relação a 2022, quando o período teve 14 mortes. Os acidentes considerados graves, porém, diminuíram de 57 para 55, segundo a PRF. Ao todo, foram 168 acidentes registrados, mesmo número do período no ano passado . Somados aos números das rodovias estaduais, representam um total de 2.728 acidentes.

Uma análise da corporação aponta que a maioria dos acidentes que terminam com vítimas fatais acontecem por imprudência dos condutores. A PRF também ressalta o uso de celular ao volante como fator que contribui para a ocorrência de acidentes.

“Maiores causas das mortes, cerca de 80%, são por imprudência, imperícia e negligência dos motoristas. Alcoolemia, deixar de manter distância de segurança, conversões em locais proibido e falta de atenção, inclusive por uso do celular, são as causas mais frequentes”, pontua o agente Wilse Filho.

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