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domingo, junho 23, 2024

Arquiteta Marlúcia Cândida apresenta projeto de UTI Neonatal do Acre em evento na Califórnia

Por Maria Meirelles, dA Gazeta do Acre.

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Marlúcia Cândida durante sua apresentação (Foto: Cedida)

A arquiteta e conselheira do Instituto Niemeyer de Políticas Urbanas, Científicas e Culturais, Marlúcia Cândida, apresentou um painel na Conferência do 20° Aniversário da ANFA [Academy of Neuroscience for Architecture], em San Diego, na Califórnia, entre dias 13 a 16 de setembro.

Em sua apresentação, Marlúcia destacou o projeto que desenvolveu de uma nova UTI Neonatal [Unidade de Terapia Intensiva Neonatal], para o Hospital Santa Juliana, em Rio Branco, no Acre.

“Esse projeto foi elaborado com os conhecimentos que adquiri ao longo de anos de estudo da Neurociência Aplicada à Arquitetura. Essa conferência contou com a participação de arquitetos, engenheiros, designers e pesquisadores brasileiros e internacionais palestrantes e expositores de posters”, explica a arquiteta.

A ex-primeira-dama do Acre trabalhou elementos da Neurociência Aplicada à Arquitetura, para que a nova UTI Neonatal seja um ambiente no qual os bebês possam se recuperar, proporcionando os sentimentos de bem-estar, acolhimento e confiaça aos familiares, ao mesmo tempo em que a equipe médica desfruta de um ambiente com menos estresse.

“Na Neurociência Aplicada à Arquitetura estudamos e utilizamos informações, e as evidenciamos cientificamente, para propor o ambiente construído. A base são os sentidos da audição, gustação, visão, tato e do olfato. Também, entendemos que precisamos estar conectados com elementos que nos remetem à natureza, através dos estudos da biofilia. Outra questão importante são as memórias afetivas, as que nos mantém conectados com as lembranças que nos fazem sentir pertencentes a um grupo, lugar, fato e outros. Também nos preocupamos com o ciclo circadiano, porque precisamos dormir um sono tranquilo e passar um dia ativo e descansado. A razão de tudo isso é fazer do ambiente construído um lugar saudável e afetivo”, oberva Marlúcia.

Ainda segundo a arquiteta, a Neurociência Aplicada à Arquitetura possui uma base em evidências de estudos científicos e não se apega a tendências e achismos. “Acreditamos que a arquitetura influência o comportamento dos seus usuários. Portanto, deve influenciar para o nível de excelência em satisfação em todos os aspectos desde a estética até a vida saudável.

Estudante de neurociência aplicada a Arquitetura há alguns anos, Marlúcia compõe o grupo de estudos da NeuroArq Academy no Brasil e foi a partir daí que a arquiteta conheceu e passou a participar de encontros online da ANFA.

Sobre a conferência

“A conferência deste ano fogiu da norma”, destaca Marlúcia. Em um esforço para descobrir o melhor trabalho em ciência cognitiva e neurociência para arquitetura, a ANFA convidou equipes de investigadores dos principais laboratórios de design e pesquisa de todo o mundo, pedindo-lhes que compartilhassem os aspectos neurocientificamente informados mais interessantes de seus projetos e o que eles entendiam como próximo no horizonte.

ANFA

A ANFA é uma organização sem fins lucrativos, cuja missão é promover e avançar o conhecimento, que liga a pesquisa em neurociência a uma compreensão crescente das respostas humanas ao ambiente construído.

A Academia se beneficia do corpo crescente de pesquisas que evoluiu na comunidade da neurociência nas últimas duas décadas e da promessa de ainda mais no próximo século. Alguns observadores caracterizaram o que está a acontecer na neurociência como a fronteira mais excitante do conhecimento humano desde a Renascença. Toda a humanidade beneficiará desta investigação de inúmeras maneiras ainda por determinar. A profissão de arquitecto tornou-se parceira no desenvolvimento da aplicação desta base de conhecimento de forma a aumentar a sua capacidade de servir a sociedade.

 

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