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domingo, junho 23, 2024

Mudanças climáticas causam perda do hábitat dos grandes peixes, principais predadores do oceano

Por Estadão.

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O aumento das ondas de calor oceânicas e das temperaturas nos oceanos representa um sério desafio para os maiores peixes marinhos, como tubarões, atuns e peixes-espada. O aquecimento dos oceanos está se tornando particularmente perigoso para essas espécies, já que torna seus habitats em águas abertas menos adequados.

Um estudo recente da Instituição Oceanográfica Woods Hole, em Massachusetts, alerta que algumas das maiores espécies de peixes podem perder até 70% de seus habitats até o ano de 2100. Isso não é apenas um sinal isolado, mas uma indicação do que o futuro dos oceanos pode reservar devido às mudanças climáticas.

Grandes espécies de peixes, como marlim e atum-gaiado, habitam áreas que estão aquecendo mais rapidamente, com previsões de aumentos de até 6°C até o final do século. Esse nível de aquecimento poderia causar uma redistribuição maciça desses animais, potencialmente perturbando significativamente os ecossistemas marinhos.

Os grandes peixes desempenham um papel fundamental nos oceanos, agindo como predadores no topo da cadeia alimentar. Além disso, muitas dessas espécies têm importância econômica significativa, servindo como fonte de alimento e sustento para comunidades pesqueiras.

À medida que as águas oceânicas continuam a aquecer, esses peixes podem ser forçados a migrar para regiões mais frias ou mais profundas em busca de temperaturas ideais. Isso pode afetar profundamente a indústria pesqueira, exigindo adaptações na forma como as frotas pesqueiras operam.

Para lidar com essas mudanças, a gestão da pesca deve ser adaptada, e os navios de pesca podem precisar ajustar suas estratégias e locais de pesca. A perda de habitats adequados para essas espécies de peixes é uma preocupação, pois pode levar à perda completa de algumas delas.

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