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domingo, maio 26, 2024

Bombardeio atinge hospital em Gaza e mata 500, diz Ministério da Saúde de Gaza

Por g1.

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Explosão em hospital em Gaza causa centenas de mortes — Foto: Arquivo Pessoal
Explosão em hospital em Gaza causa centenas de mortes — Foto: Arquivo Pessoal

Um bombardeio matou 500 pessoas no hospital Ahli Arab, na cidade de Gaza, nesta terça-feira (17), segundo o Ministério da Saúde administrado pelo grupo terrorista Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

  • O Hamas diz que o ataque partiu de Israel.
  • As Forças de Defesa israelenses, no entanto, alegam que a explosão foi causada por um foguete da Jihad Islâmica, um grupo terrorista ligado ao Hamas. Segundo essa versão, o alvo original do disparo seria o território de Israel, mas o artefato acabou atingindo o hospital.
  • A Jihad Islâmica, por sua vez, negou que seja a responsável pelo episódio.

Até a última atualização desta reportagem, não havia um consenso sobre o número de vítimas.

O próprio Ministério da Saúde do Hamas deu informações divergentes desde o ataque:

  • Inicialmente, o órgão publicou um comunicado no qual afirmava-se que eram 200 mortos.
  • Em um segundo momento, o porta-voz do ministério, Ashraf al-Qidra deu uma entrevista a uma TV e disse que o total de vítimas chegava a 500.
  • Já um porta-voz da Defesa Civil de Gaza afirmou que há 300 mortos. O chefe do órgão disse que as equipes ficaram sobrecarregadas e não conseguiram atender de forma adequada aos chamados de emergência.

Tanto o Ministério de Saúde quanto a Defesa Civil de Gaza são controlados por Hamas, que domina a Faixa de Gaza desde 2007. Em um comunicado, o grupo terrorista afirmou que há centenas de vítimas sob os escombros.

Muitos civis de Gaza que não tinham onde dormir estavam se abrigando no hospital Ahli Arab, administrado pela Igreja Anglicana. No sábado (14), o edifício já tinha sido atingido por foguetes.

Os mais recentes conflitos na região começaram em 7 de outubro, quando o Hamas disparou centenas de foguetes contra Israel a partir da Faixa de Gaza (leia mais ao final desta reportagem). Em seguida, combatentes do grupo terrorista invadiram o território israelense e mataram civis e militares no país.

As forças de Israel não estavam preparadas para responder ao ataque. No mesmo dia, o governo local declarou guerra ao Hamas. Desde então, morreram 1,4 mil pessoas em Israel e cerca de 3 mil na Faixa de Gaza, território palestino localizado em um estreito pedaço de terra na costa oeste de Israel, na fronteira com o Egito.

Imagens do hospital Al-Shifa, em Gaza, para onde foram levadas vítimas do ataque de Israel a outro hospital. — Foto: Anadolu via Reuters Connect
Imagens do hospital Al-Shifa, em Gaza, para onde foram levadas vítimas do ataque de Israel a outro hospital. — Foto: Anadolu via Reuters Connect

O que diz Israel

Segundo os israelenses, um foguete que foi disparado da Faixa de Gaza em direção a Israel passou perto do hospital na cidade de Gaza quando o edifício foi atingido.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelas Forças de Defesa de Israel:

“A partir da análise dos sistemas operacionais das Forças de Defesa de Israel, foi lançada uma barragem de foguetes inimigos em direção a Israel que passou nas proximidades do hospital, quando este foi atingido. De acordo com informações de inteligência, de diversas fontes de que dispomos, a organização Jihad Islâmica Palestina (JIP) é responsável pelo lançamento fracassado que atingiu o hospital”.

O que é a Jihad Islâmica

Ligada ao Hamas, a Jihad Islâmica foi fundada na década de 1980, no Egito, por estudantes universitários de Gaza. É considerado um grupo terrorista também por Estados Unidos, União Europeia e Israel.

Ao longo do tempo, assumiu ataques suicidas e terroristas e não reconhecem a existência do Estado Israelense. No ataque do dia 7 de outubro, uniu-se à ação do Hamas.

Autoridade Palestina decreta luto

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto pelo ataque ao hospital. Para a Autoridade Palestina, o ataque ao hospital foi um massacre.

A Autoridade Palestina é um grupo adversário do Hamas e não tem poder político na Faixa de Gaza.

Abbas tinha planos para se encontrar com o presidente Joe Biden, dos Estados Unidos, na quarta-feira. No entanto, ele cancelou essa reunião e afirmou que vai voltar para a cidade de Ramallah, na Cisjordânia.

Entenda o recente conflito Hamas x Israel

▶️ Como foi o ataque? As ações do Hamas em 7 de outubro se concentraram perto da fronteira da Faixa Gaza, de onde Hamas lançou 5 mil foguetes. Por terra, ar e mar, com motos e parapentes, homens armados invadiram o território israelense pelo sul do país. Houve relatos de que os invasores atiraram em pessoas que estavam nas ruas e sequestraram dezenas de israelenses (incluindo mulheres e crianças), levados como reféns para Gaza.

▶️ Como foi a resposta de Israel? Diante da ofensiva do Hamas, o governo israelense iniciou uma retaliação. “Estamos em guerra e vamos ganhar”, disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, logo após o ataque. “O nosso inimigo pagará um preço que nunca conheceu.” Ainda em 7 de outubro, Israel lançou bombas em direção à Faixa de Gaza.

▶️ O que é A Faixa de Gaza? Marcado por pobreza e superpopulação, tem 2 milhões de habitantes morando em um território de 360 km². Para se ter uma ideia desse tamanho em comparação com cidades brasileiras, o território é um pouco maior que o da cidade de Fortaleza (312,4 km²) e menor que o de Curitiba (434,8 km²). Tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e entregue aos palestinos em 2005, Gaza vive um bloqueio de bens e serviços imposto por seus vizinhos de fronteira.

▶️ Qual é o histórico do conflito na região? A disputa entre Israel e Palestina se estende há décadas e já resultou em inúmeros enfrentamentos armados e mortes. Em sua forma moderna, remonta a 1947, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a criação de dois Estados, um judeu e um árabe, na Palestina, sob mandato britânico.

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