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Crianças indígenas morrem vítimas da Síndrome Diarreica em decorrência da seca severa no Juruá

Por Redação Juruá em Tempo.21 de outubro de 20232 Minutos de Leitura
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No último mês, duas crianças indígenas pertencentes a etnias diferentes vieram a óbito por conta de uma síndrome diarréica, em virtude da seca em algumas regiões. Uma das vítimas residia no Acre, em Cruzeiro do Sul, e a outra era de Ipixuna, no Amazonas.

Assim, os relatos médicos apontam que uma das crianças faleceu antes de chegar ao hospital, enquanto a outra sofreu uma parada cardíaca, após dar entrada na unidade.

Segundo informações, outras cinco crianças permanecem hospitalizadas no Hospital do Juruá, onde uma delas encontra-se em estado crítico, sendo entubada e transferida através do programa Tratamento Fora do Domicílio (TFD), para a capital acreana.

Essa situação é decorrente da Síndrome Diarreica, complicada por desequilíbrios eletrolíticos. Dessa forma, as comunidades indígenas são as mais afetadas, pois se veem obrigadas a consumir água de qualidade questionável devido à falta de fontes de água potável.

“Isso é resultado da seca na região, com o consumo de água dos rios, de má qualidade com animais mortos e fezes de animais. Com a questão cultural, os indígenas estão mais vulneráveis. 90% dos casos das Síndromes diarreicas são de indígenas, que já chegam com 7 dias doentes. Na zona urbana de Cruzeiro do Sul, os casos não evoluíram com gravidade”, informou o Dr. Rondney Brito.

Diante desse cenário, o médico fez um apelo nas redes sociais para que as autoridades públicas possam adotar medidas estratégicas com o objetivo de prevenir e investigar essas mortes em razão da seca severa na região.

Por: Redação O Juruá em Tempo.
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