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Em Sena Madureira, alunos com autismo estão sem ir à escola por falta de mediadores

Por Redação Juruá em Tempo.18 de outubro de 20232 Minutos de Leitura
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“Todo dia meu filho me entrega a farda chorando, querendo ir pra escola, mas eu não tenho como levá-lo, porque não tem quem fique com ele”.

O relato indignado de Monik Fustagno, mãe do jovem L.B.C.F., de 12 anos, que tem grau elevado de autismo, chama a atenção para a quantidade insuficiente de mediadores para alunos com essa condição na rede estadual de educação, em Sena Madureira, interior do Acre.

Segundo informações, as escolas estaduais no município estariam com déficit de cerca de 35 profissionais desse tipo, o que acarreta em prejuízo no aprendizado e socialização dos estudantes.

Nem mesmo as consecutivas convocações, ainda em andamento, do concurso público provisório da Secretaria de Estado de Educação (SEE) estariam suprindo a necessidade, embora ainda haja nomes classificados à espera de chamamento.

É o caso da mediadora do jovem L.B.C.F., de nome Fabiana, que teve seu contrato com a SEE encerrado em setembro, mas que está no cadastro de reserva do atual concurso e ainda não foi chamada.

Enquanto isso, o menino, que não fala, chora todos os dias, especialmente quando vê outros estudantes passando com a farda da escola Fontenele de Castro, onde está matriculado.

“Vocês não têm ideia do prejuízo que uma criança autista sofre quando tem sua rotina interrompida”, lamenta a mãe Monik, que descreve a situação como descaso. “Sinto tanta indignação que dá vontade de chorar com ele”.

A mulher prometeu acionar o Ministério Público para apurar não só a falta de mediadores, mas também possíveis “irregularidades” na convocação.

“Há informações de pessoas que fizeram o concurso, não passaram, mas que seguem trabalhando, ocupando a vaga de quem está classificado. Essa é a revolta dos mediadores daqui, principalmente porque querem lotá-los como prestadores de serviço, mesmo estando classificados no cadastro de reserva”.

A reportagem procurou a SEE para ouvir o posicionamento do governo, porém, até o fechamento da reportagem, não obteve resposta. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Por: Leandro Chaves, da Gazeta do Acre.
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