Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • BOPE frustra entrega de drogas por táxi e prende suspeito no Acre
  • Polícia Civil e Militar prendem envolvidos em homicídio horas após o crime no interior do Acre
  • PRF flagra caminhão com pessoas na parte externa e escapamento irregular na BR-364
  • MP investiga denúncia de maus-tratos a animal no canil municipal no interior do Acre
  • Adolescente de 13 anos é internada após tentar matar jovem em abrigo no Acre
  • Bom Condutor: mais de 3,3 mil motoristas do Acre tiveram CNH renovada automaticamente
  • Mulher é esfaqueada cinco vezes após ataque por ciúmes em apartamento de Rio Branco
  • Programa Mais Ciência na Escola leva laboratórios maker a escolas públicas do Acre com investimento de R$ 500 mil
  • CENA FORTE: mulher é submetida a ‘tribunal do crime’ após supostos roubos
  • Gabriela Morais, ex-Pugliesi, revela abuso na infância: “Pai da minha amiga”
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
quarta-feira, março 4
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»COTIDIANO

Indígena quer criar farmácia viva para preservar conhecimentos ancestrais de cura em aldeia no Acre

Por Redação Juruá em Tempo.16 de outubro de 2023Updated:17 de outubro de 20234 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email
Indígena quer criar floresta viva para preservar conhecimento ancestrais de cura em aldeia no Acre — Foto: Arquivo pessoal
Indígena quer criar floresta viva para preservar conhecimento ancestrais de cura em aldeia no Acre — Foto: Arquivo pessoal

Para preservar os conhecimentos ancestrais de cura de sua vó Runi, uma pajé de 85 anos, a indígena Andressa Runi Shanenawa criou um projeto que quer arrecadar recursos para implantar uma farmácia viva com viveiro de plantas medicinais na aldeia Mora Nova, que fica às margens do Rio Envira, em Feijó, interior do estado.

Andressa nasceu e se criou na aldeia, saindo apenas para estudar enfermagem, curso em que é formada. A aldeia fica a seis horas de Rio Branco. Ao conhecer a medicina dos não indígenas, ela passou a avaliar que seus ancestrais poderiam contribuir no processo de cura, como já fazem com rituais dentro das aldeias.

Ela pensa em criar uma casa de saúde na floresta para oferecer atendimento e medicamentos feitos a partir de plantas medicinais, o local se chamaria Centro de Medicina Indígena Shanenawa Runi. Com isso, os 700 moradores das 12 aldeias, que têm dificuldade de acesso a atendimento médico, seriam beneficiados.

“Tenho há muito tempo esse sonho de poder ter uma farmácia dentro da comunidade, mas não uma farmácia só com medicamentos não indígenas, mas também com a medicina da floresta, que também cura. Até o contato com os portugueses, nosso povo usava as folhas para a cura”, relembra.

Andressa é formada em enfermagem e quer unir conhecimentos em centro na aldeia — Foto: Arquivo pessoal
Andressa é formada em enfermagem e quer unir conhecimentos em centro na aldeia — Foto: Arquivo pessoal

Neta de uma pajé medicinal, ela foi alertada pela avó sobre o risco de o conhecimento se perder com o passar dos anos, caso não existisse uma perpetuação.

“Minha vó sempre dizia: ‘Andressa, me pesquisa porque quando eu morrer ninguém vai saber os conhecimentos’. E isso ficou sempre dentro de mim. Como sou formada em enfermagem, pensei que essas duas medicinas podem trabalhar juntas. Se for caso de ser curado com medicina da floresta, a gente vai curar. Se não for, a gente vai encaminhar para o médico. Então, seria um hospital dentro da aldeia em que a gente vai estar trabalhando o fortalecimento de medicinas naturais”, explica.

Alguns desses medicamentos são as tradicionais garrafadas e defumação, por exemplo. “Minha avó tem 85 anos e ela trabalha com a medicina indígena curando enfermos com a medicina da floresta dentro da aldeia e também pessoas não indígenas”, conta.

Na aldeia, são três pajés que trabalham com cura, pois há também o pajé espiritual. “Precisamos repassar a medicina espiritual, então vai ser um local também para uma formação dos jovens que querem aprender a medicina sagrada do nosso povo Shanenawa.”

Os 700 moradores das 12 aldeias, que têm dificuldade de acesso à atendimento médico, seriam beneficiados com centro — Foto: Arquivo pessoal
Os 700 moradores das 12 aldeias, que têm dificuldade de acesso à atendimento médico, seriam beneficiados com centro — Foto: Arquivo pessoal

Andressa conta ainda que esse sempre foi um sonho do povo dela, mas que não há recursos para a estrutura e por isso encabeçou o projeto para tentar conseguir levantar o dinheiro para a construção.

“A gente precisa de algumas coisas pra gente poder erguer essa farmácia viva na comunidade. Precisamos dos não indígenas, a gente sempre precisa um do outro, e iniciamos essa campanha para montarmos esse centro de medicina e quem sabe ampliar isso para outras comunidades e povos indígenas”, finaliza.

Filha do cacique Carlos Brandão e de Flaviana Melo, ela explica que essa etnia foi escravizada no atual local da aldeia, trabalhando em um seringal e tendo que abdicar de seus conhecimentos e costumes para poder permanecer no local.

Com o passar dos anos, adquiriram direitos sobre a terra, mas parte de sua cultura não foi passada para as novas gerações. O conhecimento ficou todo com as pajés, atuais lideranças femininas, que têm pouco tempo para passar isso para a frente, devido à idade avançada. Então essa campanha é também uma tentativa de resgate e preservação da cultura ancestral Shanenawa.

Após montar o centro, será realizado um trabalho de identificação, classificação e descrição de todas as espécies que estarão no viveiro e na farmácia, assim como a elaboração de uma apostila para uso dos moradores das 12 aldeias. de cientistas – biólogos, botânicos e taxônomos – contratados da Universidade Federal do Acre (Ufac).

Foi criada então uma página de financiamento coletivo para tentar arrecadar R$ 95 mil.

Ideia é repassar conhecimentos de geração para geração — Foto: Arquivo pessoal
Ideia é repassar conhecimentos de geração para geração — Foto: Arquivo pessoal
Por: Tácita Muniz, g1 AC.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.