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Com 30 espécies, laboratório da Ufac estuda plantas não convencionais com potencial alimentar

Por Redação Juruá em Tempo.6 de novembro de 20233 Minutos de Leitura
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Ufac conta com horta que cultiva plantas alimentícias não convencionais; há pelo menos 40 espécies, dentre comestíveis e medicinais — Foto: Arquivo pessoal
Ufac conta com horta que cultiva plantas alimentícias não convencionais; há pelo menos 40 espécies, dentre comestíveis e medicinais — Foto: Arquivo pessoal

O Laboratório de Plantas Alimentícias Não Convencionais (LabPanc), da Universidade Federal do Acre (Ufac), conduz pesquisas sobre o potencial de vegetais com alto valor nutricional, mas que são pouco consumidos. Pelo menos 30 espécies comestíveis e 10 medicinais são estudadas pela comunidade acadêmica.

O projeto, liderado pelas professoras de Engenharia Agronômica da Ufac, Almecina Balbino e Marilene Santos, é composto por 25 estudantes de graduação, quatro de mestrado e dois de doutorado e busca promover debates sobre as plantas alimentícias não convencionais (Panc) com potencial de alimentação variada e sustentável, fortalecendo a segurança e a soberania alimentar na Região Amazônica.

“O grupo tem como foco a pesquisa, ensino e extensão, pautada na segurança alimentar e nutricional, que é o acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade suficientes, garantindo o direito humano à alimentação adequada, tudo isso indicado através dos ensaios científicos com as Panc”, explicou a professora Almecina, coordenadora do projeto e doutora em fitotecnia.

As Pancs são espécies vegetais com partes comestíveis, como folhas, flores e raízes. Ainda de acordo com ela, o Horto Panc, criado em 2017 pelas duas professoras, conta com cerca de 30 espécies de plantas alimentícias não convencionais que exercem uma grande influência na alimentação de populações tradicionais, e cerca de 10 espécies de plantas medicinais de uso popular, as quais também realizam pesquisa, sobretudo com relação aos óleos essenciais.

Horto Panc — Foto: Arquivo pessoal

Na horta, também são cultivadas diferentes espécies para realizar experimentos e estudos dos alimentos de forma detalhada, a fim de compreender o cultivo, a fisiologia e os benefícios nutricionais delas.

Usos diversos

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), muitas dessas plantas crescem naturalmente em qualquer lugar, como no quintal de casa ou em terrenos baldios. Por isso, elas nem sempre são consideradas uma escolha culinária.

Mas, segundo Balbino, por serem espécies de fácil cultivo, existem benefícios no plantio no que diz respeito ao viés econômico, já que são de fácil cultivo, sem necessidade de compra de adubos e fertilizantes ou benefícios ambientais e nutricionais e sem uso de insumos que possam causar a poluição no meio ambiente. Ela afirma também que há determinadas quantidades de nutrientes como vitaminas, proteínas e minerais, que ajudam na manutenção do corpo e mente.

“São plantas poderosas que contêm muitas memórias afetivas, porque são espécies que eram consumidas pelos nossos antepassados, e hoje com a globalização e o acesso com facilidade de espécies convencionais, elas acabaram caindo em desuso”, afirmou.

Profa. Dra. Almecina Balbino Ferreira e Profa. Dra. Marilene Lima, coordenadoras do projeto — Foto: Arquivo pessoal
Profa. Dra. Almecina Balbino Ferreira e Profa. Dra. Marilene Lima, coordenadoras do projeto — Foto: Arquivo pessoal

A professora explica também sobre a diferença entre as plantas alimentícias não convencionais e as convencionais, que são evidenciadas por diversos fatores, principalmente para pessoas que não têm acesso a carne devido a condições sociais, bem como para veganos e vegetarianos.

Matheus Matos é membro do projeto e estudante de Doutorado do grupo Panc. Ele conta sobre a importância do avanço de estudos nesta área.

“Ao longo desses seis anos, cada dia é um novo aprendizado, conhecendo novas espécies, suas aplicações na alimentação humana e também medicinal, além de proporcionar a realização de estudos visando sempre a segurança alimentar e nutricional”, explicou.

*Estagiária sob supervisão do jornalista Renato Menezes.

Alunos do projeto Panc, da Ufac estudam plantas com potencial alimentício — Foto: Arquivo pessoal
Alunos do projeto Panc, da Ufac estudam plantas com potencial alimentício — Foto: Arquivo pessoal

Por: g1.
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