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segunda-feira, julho 22, 2024

Traumatizada pelos foguetes do Hamas, Tel Aviv luta para retomar cotidiano

Por Veja Abril.

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Passados 40 dias desde os ataques do grupo terrorista Hamas contra Israel, em 7 de outubro, os moradores de Tel Aviv, a maior metrópole do país, estão, aos poucos, voltando a circular pela cidade.

Ponto de encontro de jovens e famílias em busca de lazer e de descontração em meio ao tenso clima de guerra, a orla é novamente epicentro do lazer e da prática de esportes.

Essa região é considerada mais vulnerável aos ataques de foguetes por ser descampada e ter menor número de abrigos subterrâneos.

Nas primeiras semanas de batalha entre as tropas israelenses e o Hamas, a cidade recolheu-de diante da chuva de foguetes disparados da Faixa de Gaza – foram mais de 9.000 artefatos explosivos, segundo cálculo do governo.

Boa parte dos mísseis tinha como alvo justamente Tel Aviv, que tem pouco mais de 500.000 habitantes.

Graças ao sofisticado sistema de vigilância estatal e a distância tanto de Gaza quanto da fronteira com o Líbano, a cidade raramente é alvo de ataques.

Por aqui, costuma, inclusive, ser chamada de “A Bolha”, por passar incólume às turbulências que volta e meia sacodem esta região do Oriente Médio.

Gaza, que hoje concentra os combates, fica a 50 quilômetros em linha reta da cidade.

Além do aparato de segurança, Tel Aviv tem seu espaço aéreo protegido pelo chamado Domo de Ferro.

Trata-se de um sistema de altíssima tecnologia, capaz de interceptar e destruir foguetes disparados pelas facções islâmicas e que possui eficácia superior a 90%.

Mas, desta vez, chegou a ser atingida de três a quatro vezes por dia pelos foguetes, forçando evacuações de toda a população para os abrigos antiaéreos.

A partir do momento em que a sirene dispara, os moradores têm 1 minuto e meio para se esconder antes que o foguete alcance a cidade.

No sul, os vilarejos mais próximos de Gaza têm ainda menos tempo: 20 segundos.

Reservista do exército de Israel aproveita a folga na orla da cidade
Reservista do exército de Israel aproveita a folga na orla da cidade (Ernesto Neves/VEJA)
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