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quinta-feira, fevereiro 22, 2024

Na COP28, secretárias de estado debatem sobre engajamento de mulheres na pauta de mudanças climáticas

Por Ângela Rodrigues.

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As mulheres comandaram o painel sobre adaptação e mitigação climática promovido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) e representantes das secretarias de meio ambiente do Brasil e lideranças neste sábado, 2, no espaço do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal (CAL), na COP28, nos Emirados Árabes Unidos, em Dubai.

Representando o Acre participaram a secretária de Povos Indígenas, Francisca Arara, e Leide Aquino, coordenadora da Câmara Temática de Mulheres (CTM) do Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (Sisa).

Francisca Arara destacou o fortalecimento da pauta de gênero, de mudanças climáticas e fortalecimento das instâncias de governança que inclui a participação dos povos indígenas e de mulheres. Foto: Marcos Vicentti/Secom

O Painel foi mediado pela superintende do Meio Ambiente do Tocantins, Marly Tereza, e contou ainda com a participação da secretária de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, Marjorie Kauffmann; secretária de Meio Ambiente de Minas Gerais, Marília Carvalho; secretária de Meio Ambiente da Paraíba, Rafaela Camaraense e Narubia Werreria, secretária de Meio Ambiente do Tocantins.

Falar dos efeitos das mudanças climáticas é falar também dos desafios de ser mãe, dona de casa, trabalhar fora e no campo e ainda no cuidado com o meio ambiente.  A partir dessas vivências, as participantes puderam compartilhar suas histórias de vida e desafios em engajar outras mulheres a participarem de forma mais ativa nos processos de decisões e implementação das políticas públicas.

Leide Aquino destacou a importância da participação das mulheres nos processos de elaboração das políticas públicas ambientais. Foto: Marcos Vicentti/Secom

“Nosso maior desafio é levar essa temática e engajar as demais mulheres. Nossa participação precisa ser mais direta para que possamos contribuir e construir essas políticas públicas. As mulheres são as que mais sofrem com os impactos das mudanças climáticas e precisamos ampliar o debate e levar informação, especialmente sobre financiamento climático e a importância desses recursos serem investido naquilo que é mais urgente e apoiar na sobrevivência e alimentação em suas comunidades”, destaca Leide Aquino.

Francisca Arara lembrou o preconceito e conquistas das mulheres nos últimos anos, especialmente nos espaços de debate e da política.

“Tivemos muitas conquistas. Sou neta de uma mulher que lutou pela demarcação da nossa terra, então falo com orgulho por estarmos hoje aqui vivenciando uma trajetória de mulheres aguerridas. Quero destacar o empenho do governador Gladson Cameli que tem reconhecido e apoiado a evolução da pauta ambiental e do clima com a realização do primeiro fórum indígena de serviços ambientais e a criação da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi)”, disse a secretária.

Francisca Arara destacou as conquistas das mulheres nos últimos anos. Foto: Marcos Vicentti/Secom

A gestora destacou ainda os avanços na execução de recursos destinados a apoiar os territórios indígenas com o pagamento das bolsas aos agentes agroflorestais indígenas e o fortalecimento das instâncias de governança do Sisa.

“Desde a criação da Sepi estamos empenhados em dar agilidade na execução de recursos. Estamos numa força tarefa com outras secretárias parceiras para que esses recursos cheguem aos que mais precisam e conservam as florestas. De janeiro pra cá, foram realizadas mais de 15 reuniões com os membros da Comissão Estadual de Validação e Acompanhamento (Ceva) e Câmara Temática Indígena e de Mulheres (CTI E CTM). Isso tudo mostra que o dialogo está sendo respeitado”.

Secretárias de Meio Ambiente e lideranças femininas debatem importância do engajamento na pauta do clima e das mudanças climáticas. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Ao concluir sua fala, a gestora ressaltou ainda que o governo do estado saiu mais uma vez na frente ao elaborar, por meio da Sepi e do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), o plano permanente de enfrentamento às mudanças climáticas voltado para as terras indígenas do Acre, que será apresentado na segunda-feira,4, na COP28.

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