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quarta-feira, abril 24, 2024

Bocalom diz que Socorro Neri foi ao seu gabinete orientá-lo a sair do PP; deputada nega

Por Leandro Chaves, da Gazeta do Acre.

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, por enquanto no Progressistas, afirmou que a deputada federal e presidente municipal da legenda, Socorro Neri, chegou a ir até seu gabinete com o intuito de orientá-lo a deixar o partido. A declaração foi dada em entrevista a um podcast transmitido pelo ac24horas, no último final de semana.

“Eu acho que não tem outro caminho para mim, já recebi uma carta para sair do partido, a deputada federal Socorro Neri já foi no meu gabinete me orientar a sair. A gente vê outros movimentos que me deixa preocupado”, afirmou o gestor, ao admitir que deve deixar o PP em breve para que possa concorrer à reeleição.

O azedamento das relações de Bocalom com a agremiação pela qual foi eleito, em 2020, não é novidade. Em setembro do ano passado, a alta cúpula do PP decidiu, de forma unânime, que não haverá espaço para o prefeito disputar o pleito pela legenda, lançando, em seu lugar, o atual secretário de Estado de Governo (Segov), Alysson Bestene.

Na ocasião, foram apresentados quatro pedidos de expulsão de Bocalom, por infidelidade partidária, devido o apoio, em 2022, ao então candidato a governador Sérgio Petecão (PSD), em detrimento do colega de partido, Gladson Cameli. Não se sabe em que instância partidária tramita os requerimentos.

“O partido já tomou a decisão que o candidato é o Alysson Bestene, então o que posso fazer, se estou sentindo que não sou bem-vindo na casa? Vou ter que deixar minha casa”, completou o prefeito da maior cidade do Acre, que deve ir para o partido o ex-presidente Jair Bolsonaro, o PL.

Procurada pela reportagem, Socorro Neri negou as declarações de que teria ido ao gabinete de Bocalom orientá-lo a deixar o partido. Ela afirmou que chegou a visitar o prefeito no dia 11 de novembro para tratar sobre projetos estratégicos que necessitam de recursos de emendas parlamentes.

Na reunião, segundo a deputada, Bocalom perguntou se a decisão do PP de ter Alysson como pré-candidato era para valer. “Ela respondeu que sim. Essa foi a conversa”, afirmou a assessoria da parlamentar, que mandou print de publicação nas redes sociais, datada do dia 11, em que mostra a pauta do encontro.

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