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quarta-feira, abril 24, 2024

Centro de Operações de Emergência peruana emite alerta de inundação para cidades próximas ao Rio Acre

Por g1.

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Há risco de inundação nas cidades de Iñapari e Assis Brasil, na fronteira Brasil - Peru — Foto: Kebin Perez da Silva/Arquivo Pessoal
Há risco de inundação nas cidades de Iñapari e Assis Brasil, na fronteira Brasil – Peru — Foto: Kebin Perez da Silva/Arquivo Pessoal

O Centro de Operações de Emergência da região de Madre de Dios no Peru emitiu, nesta quarta-feira (21), um alerta de inundação para os moradores das cidades de Iñapari e Assis Brasil, na fronteira entre o Brasil e Peru.

De acordo com o órgão, o nível do Rio Acre atingiu a faixa de 10 metros e há risco de transbordamento. A cota de transbordamento do manancial para Assis Brasil é de 12,50 metros.

“Informa-se que devido às chuvas torrenciais que ocorreram no topo da bacia hidrográfica do Acre, o nível do rio vai subir muito alto, chegando a transbordar nas próximas horas”, diz a nota.

Por causa do risco, o Coer passou a recomendar que a população que vive mais próxima do rio vá para abrigos com provisões de emergência, já pessoas que vivem em áreas mais isoladas devem ir para lugares mais altos esperar por resgate. Outra recomendação é evitar atravessar o rio e outras áreas alagadas, além de evitar contato com redes elétricas.

Procurado pelo g1, o coordenador da Defesa Civil do Acre, coronel Carlos Batista, disse que o órgão já está ciente da situação e monitora o lado brasileiro. Ele ressaltou ainda, que embora o nível do rio tenha subido pouco mais de cinco metros em 12 horas, passando de 5,58 metros às 6 h desta quarta para pouco mais de 10 metros às 18 h do mesmo dia, a velocidade de subida diminuiu.

“Temos um grupo de gestão de risco que envolve Peru e Bolívia, então a gente acompanha. Cada Defesa Civil tem sua estratégia operacional de acordo com o plano de contingência. Já tem relação de escolas, caso tenha necessidade de abrigar famílias, assim como também tem Brasiléia, Epitaciolândia e aqui em Rio Branco”, explica.

Batista diz ainda, que a água deve levar pouco mais de 60 horas para chegar até a capital acreana. “Essa onda vem descendo, claro se tiver mais chuvas na região dos afluentes, isso vai favorecer ainda mais uma subida aqui na capital”, finaliza.

Colaborou Dayane Leite, da Rede Amazônica Acre

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