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quarta-feira, abril 24, 2024

Mercado eleva projeção do PIB e mantém previsão de déficit primário em 2024

Por Redação O Juruá em Tempo.

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Banco Central divulgou nesta quinta-feira o Relatório Focus, que traz previsões econômicas atualizadas. Para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2024, a projeção subiu de 1,60% para 1,68%, enquanto a previsão para o final de 2024 aumentou de 1,61% para 1,70%, considerando apenas as respostas dos últimos cinco dias úteis. Em relação a 2025, a estimativa de crescimento do PIB permanece em 2%, como vem sendo mantida nas últimas dez semanas, baseada em 56 respostas recentes. Para 2026 e 2027, as medianas das projeções seguem em 2% por 28 e 30 semanas consecutivas, respectivamente. O Ministério da Fazenda estima um crescimento do PIB de 2,2% para 2024, enquanto o Banco Central projeta um avanço de 1,7% para este ano, conforme indicado pelo Relatório Trimestral de Inflação de dezembro.

Além disso, o Focus manteve a previsão de déficit primário em 2024 em 0,80% do PIB, pela nona semana consecutiva. A Lei Orçamentária Anual estima um superávit de R$ 2,8 bilhões para este ano, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já indicou que o governo terá dificuldades em atingir a meta de déficit zero, evitando cortes em investimentos e obras. A projeção do déficit nominal em 2024 permanece em 6,80% do PIB, enquanto a estimativa para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB se mantém em 63,60%. Para o próximo ano, o mercado espera um déficit primário de 0,60% do PIB, de acordo com o novo arcabouço fiscal aprovado recentemente, que estabelece uma meta de superávit primário de 0,5% do PIB em 2025.

Quanto ao déficit nominal projetado para 2025, houve um leve aumento de 6,29% para 6,30% do PIB, enquanto a estimativa para a dívida líquida subiu de 66,25% para 66,30% do PIB. O resultado primário e nominal refletem o saldo entre receitas e despesas do governo, antes e após o pagamento dos juros da dívida pública, respectivamente. A manutenção dessas projeções indica um cenário desafiador para as contas públicas nos próximos anos.

Por Jovem Pan

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