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Blogueiras alvos de operação contra jogos de azar e rifas recebiam até R$ 500 mil, diz delegado

Por Redação Juruá em Tempo.19 de março de 20242 Minutos de Leitura
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As investigações da Polícia Civil apontam que alguns dos influenciadores digitais alvos da Operação Jackport recebiam quantias exorbitantes, chegando a até meio milhão de reais, pela divulgação de jogos de azar e realização de rifas ilegais. Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira, 19 de março, o delegado Pedro Paulo Buzolin, um dos responsáveis pela operação, revelou detalhes sobre o caso.

Conforme o delegado, o número de seguidores nas redes sociais desempenhava um papel crucial na arrecadação de fundos por parte dos influenciadores envolvidos.

“A conduta que foi investigada pela Polícia Civil a partir de uma requisição do Ministério Público era a promoção de jogos de azar e a realização de rifas e agora nós iremos iniciar outras diligências visando também identificar possíveis crimes tributários bem como crime de lavar de dinheiro. Quanto maior o número de seguidores maior a chance da pessoa arrecadar dinheiro com a prática desses delitos que foram investigados.  A gente ainda não cogita a realização de prisões”, afirmou o delegado.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do Acre, incluindo Rio Branco, Brasiléia, Xapuri, Senador Guiomard e Tarauacá. A operação resultou na apreensão de 13 celulares, sendo quatro deles lacrados, e dois veículos que teriam sido adquiridos com recursos provenientes dos jogos de azar.

“Esses tipos de jogos que vinham sendo promovidos aqui no estado não possuem nenhum tipo de regulamentação”, destacou Buzolin. Ele ressaltou ainda que tais plataformas estão instaladas em países que não participam de tratados internacionais, o que dificulta a fiscalização e pode colocar os participantes em risco de serem enganados.

Com a análise do material apreendido durante a operação, a polícia acredita que pode identificar outros crimes e indivíduos. Com relação aos seguidores que tenham adquirido rifas ou participado dos jogos que foram oferecidos pelos influenciadores e se sentiram lesados, o delegado afirmou estes devem entrar com ações individuais no judiciário.

  • Por Iryá Rodrigues, da Gazeta do Acre.
Por: Redação O Juruá em Tempo.
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