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Home»Destaque 2

Caso Nayara Vilela: Justiça retira sigilo do processo e marido responde por feminicídio

Por Redação Juruá em Tempo.24 de abril de 2024Updated:25 de abril de 20242 Minutos de Leitura
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O caso da cantora Nayara Vilela, encontrada morta em casa no dia 24 de abril do ano passado, em Rio Branco, corria em segredo de justiça. No entanto, o juiz Alesson Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco, derrubou o sigilo do processo.

O processo mostra que o empresário Tarcísio Araújo, marido de Nayara, foi denunciado pelo Ministério Público (MP-AC) por cometer feminicídio, e sua defesa entrou com pedido de justiça gratuita e trancamento da ação penal, negados pelo magistrado.

Diante disso, o MP-AC pediu a derrubada do sigilo do processo, para permitir o “acompanhamento da sociedade ao caso que tanto chamou a atenção da opinião pública no ano de 2023, inclusive em âmbito nacional”. O pedido então foi aceito pelo juiz, que autorizou a oitiva das testemunhas indicadas pelo Ministério Público e pela defesa e determinou que fosse marcada a audiência de instrução e julgamento para também interrogar o réu.

Um trecho da denúncia contra Tarcísio diz o seguinte:
“Na noite de 24 de abril de 2023, por volta das 20h, no interior de um imóvel residencial, localizado na Estrada das Placas, bairro Wanderlei Dantas, nesta cidade [Rio Branco], o denunciado, de qualquer modo, com dolo eventual, por razões da condição de sexo feminino (feminicídio), concorreu para a morte da vítima Nayara Vilela de Jesus, quando esta, empunhando uma arma de fogo, tirou sua própria vida, produzindo em si as lesões descritas no Laudo Cadavérico, que foram causa eficiente de sua morte”.

A morte de Nayara foi amplamente divulgada pela mídia, especialmente após a exibição de vídeos que mostravam cenas de discussão entre a artista e seu companheiro, minutos antes da tragédia. A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) conduziu as investigações por meses, culminando na indiciação do empresário por feminicídio.

Por: Nicolle Araújo, dO Juruá em Tempo.
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