Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Pastor casado morre após mal súbito em motel enquanto estava com acompanhante
  • Mãe de Eliza Samudio celebra novo mandado de prisão contra goleiro Bruno: “Parabéns ao juiz”
  • Vorcaro usou documento falso para acionar a Meta e descobrir com quem sua ex-namorada conversava
  • Casos de sindrome respiratória disparam no Acre
  • Acre já recebeu mais de R$ 230 milhões do Fundeb nos dois primeiros meses de 2026
  • Sede de empresas que renderam R$ 3 milhões a Lulinha está vazia em SP
  • Guerra contra o Irã faz petróleo dos EUA saltar 12%
  • Modelo do Acre ganha destaque em semanas de moda internacionais
  • CNU 2025: prazo para convocado confirmar interesse em vaga começa hoje
  • Brasil fará jogo de despedida no Maracanã antes da Copa do Mundo
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
sábado, março 7
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»COTIDIANO

Rio Branco tem níveis ‘alarmantes’ de consumo de mercúrio, diz estudo inédito

Por Redação Juruá em Tempo.29 de abril de 2024Updated:29 de abril de 20244 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

Um estudo inédito realizado por um grupo de pesquisadores brasileiros traz dados preocupantes sobre a ingestão de mercúrio proveniente de pescados em Rio Branco. Crianças de 2 a 4 anos estariam ingerindo até 31 vezes mais o elemento do que a quantidade recomendada, e mulheres em idade fértil até nove vezes mais.

A pesquisa classifica como “alarmantes” os números locais, especialmente por se tratarem da parcela da população mais vulnerável aos efeitos do mercúrio, que pode provocar graves doenças neurológicas em crianças.

Além de mulheres em idade fértil e crianças pequenas, o estudo também conclui que, na capital, homens adultos consomem 7 vezes mais mercúrio que a dose permitida, enquanto crianças de 5 a 12 anos, 16 vezes mais.

A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz); da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa); do Greenpeace Brasil; do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé); do Instituto Socioambiental; e do WWF-Brasil.

No Acre, os números são os maiores entre os seis estados amazônicos pesquisados e em todos os quatro estratos populacionais analisados. Para chegar a esse resultado, os estudiosos foram até mercados públicos, feiras-livres e pontos de desembarque pesqueiro da capital e adquiriram 78 peixes de 25 espécies diferentes.

Quase 36% dos animais obtidos estavam contaminados com níveis de mercúrio acima dos limites seguros, que é de 0,5 micrograma do metal a cada grama do pescado, segundo referências da Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) e a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Brasil.

O percentual é maior apenas em Roraima, onde 40% dos peixes adquiridos para a pesquisa tinham quantidade de mercúrio acima do recomendado. Também participaram do estudo, realizado em centros urbanos, o Amapá (com 11,4% dos peixes com contaminação excessiva), Amazonas (22,5%), Pará (15,8%) e Rondônia (26,1%).

Outro dado preocupante sobre o Acre é que a concentração média de mercúrio nos peixes estudados é de 0,58 micrograma por grama do animal, a mais alta entre as seis unidades federativas analisadas.

Alerta em saúde pública

A pesquisa tem como título “Análise regional dos níveis de mercúrio em peixes consumidos pela população da Amazônia brasileira: um alerta em saúde pública e uma ameaça à segurança alimentar”. Ela chama a atenção sobre os graves riscos à saúde pública ocasionados pelo consumo excessivo de mercúrio, e aponta as causas.

“Nosso estudo destina-se a esclarecer a sociedade sobre como a contaminação por mercúrio, proveniente principalmente do garimpo ilegal de ouro, pode afetar milhões de pessoas, inclusive aquelas distantes das áreas diretamente impactadas, uma vez que esse metal é transportado e depositado por processos naturais e atividades humanas, como desmatamento”, ressalta Gustavo Hallwass, da Universidade Federal de Lavras (Ufla).

Um dos condutores do estudo, o professor prossegue: “para combater a contaminação por mercúrio nos ecossistemas aquáticos da Amazônia, é crítico fechar áreas de garimpo ilegal, principalmente em Áreas Indígenas e Unidades de Conservação. Também é essencial monitorar constantemente a saúde das populações locais, especialmente as comunidades ribeirinhas que possuem limitado acesso a serviços de saúde”.

Em Rio Branco, não há registro de garimpo. No entanto, a atividade acontece de forma intensa no Peru, onde nasce o Rio Acre, que banha a capital acreana após passar por Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri.

Considerado um metal tóxico, o mercúrio, quando acumulado em altas doses no organismo, age no sistema nervoso central e pode provocar lesões neurológicas permanentes já nos primeiros anos de vida, em casos de intoxicação na gravidez ou primeira infância. Em adultos, os riscos são de distúrbios cognitivos e problemas de memória, nos rins e coração.

  • Fonte: A Gazeta do Acre.
Por: Redação O Juruá em Tempo.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.