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Empresários do Acre e AM são alvos da PF contra fraude na concessão de crédito de carbono

Nas primeiras horas desta quarta-feira, 05, a Polícia Federal deflagrou uma grande operação contra fraude na concessão de crédito de carbono a multinacionais. A data remete ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste dia 5 de junho.

A investigação da PF revelou um esquema de fraudes fundiárias que foi iniciado em Lábrea (AM) e se estendeu por mais de uma década, envolvendo a duplicação e falsificação de títulos de propriedade. Essas fraudes resultaram na apropriação ilegal de cerca de 538 mil hectares de terras públicas.

Entre as atividades ilegais investigadas estão a exploração florestal e a pecuária em áreas protegidas, incluindo a criação de gado “fantasma” para atender áreas com restrições ambientais, a venda de créditos virtuais de madeira e a obtenção de licenças ambientais fraudulentas.

Entre 2016 e 2018, a PF alega que a organização criminosa expandiu as atividades ilícitas, reutilizando títulos de propriedade e inserindo dados falsos no Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), com a colaboração de servidores públicos e responsáveis técnicos.

Além disso, o inquérito mostra que uma nova expansão das atividades ilícitas do grupo ocorreu na região de Apuí (AM) e Nova Aripuanã (AM), nos últimos três anos.

As irregularidades envolvem a emissão de certidões ideologicamente falsas por servidor da Secretaria de Terras do Estado do Amazonas (SECT/AM), a sobreposição de registros e a apropriação indevida de terras públicas.

Por isso, 76 empresários estão sendo alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos no Acre, Ceará, Paraná, Mato Grosso, São Paulo e no Amazonas, onde a maior parte da operação se concentra.

De acordo com os agentes da PF, o objetivo da Operação Greenwashing é desarticular a organização criminosa suspeita de vender cerca de R$ 180 milhões em crédito de carbono de áreas da União invadidas ilegalmente.

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