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sexta-feira, julho 19, 2024

Rio Acre segue baixando e fica a poucos centímetros do menor nível da história

Por Redação O Juruá em Tempo.

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Mesmo com a chuva registrada na capital nesta semana, o nível do rio não ganhou um volume significativo de água. Com a marca atingida nesta quinta-feira (27), o Rio Acre está a 53 centímetros de igualar a menor cota da história, quando o afluente atingiu em setembro de 2022, 1,25 metros.

Situação de Emergência

Na última semana, o governador Gladson Cameli já havia decretado situação de emergência  ambiental em decorrência da redução dos índices de chuvas e dos cursos hídricos, prejuízos sociais e econômicos, e riscos de incêndios florestais em todos os municípios do estado.

Transporte fluvial é um dos mais prejudicados com a seca extrema/Foto: Juan Diaz/ContilNet

O texto destacou que a previsão para os próximos meses é de uma tendência de redução da precipitação de chuvas, com o aumento de temperaturas e a queda do percentual da umidade relativa do ar.

O governo apresentou ainda os dados mapeados pela equipe técnica do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental, que apontam que os rios do Estado tendem a apresentar cotas mínimas inferiores às cotas baixas de alerta e alerta máximo nos próximos meses.

Seca avançando e plano de contingência

A Defesa Civil de Rio Branco deu início na última terça-feira (18) ao plano de contingência por causa da escassez hídrica devida a seca extrema. De acordo com o diretor de administração de Desastres da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, a decisão de antecipar o plano de contingência se deu em razão dos 23 dias sem chuvas significativas na capital.

“Desde o início do mês de junho que os planejamentos começaram, e agora já iniciamos abastecimento de água potável nas comunidades rurais, a fim de amenizar os efeitos catastróficos da seca”, disse.

Com o avanço da seca, o tenente-coronel Cláudio Falcão, em entrevista ao ContilNet em maio de 2024, explicou que o município de Rio Branco pode decretar estado de emergência no mês de julho, quando a seca entra em um período crítico. “Nós temos 65% de decretação de emergência em casos de seca, então dificilmente não acontece, pois tem ações emergenciais que precisam ser realizadas e que uma decretação agiliza. O decreto também é para que toda a comunidade entenda que é uma situação de emergência”, disse.

  • Fonte: ContilNet.
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